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Escritor Saul Bellow morre aos 89 anos nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O escritor Saul Bellow, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1976, morreu nesta terça-feira aos 89 anos de idade. Autor de livros como Henderson, O Rei da Chuva e Presença de Mulher, Bellow era considerado por muitos o maior romancista americano vivo. Muitas das suas obras retratavam Chicago, onde cresceu, e a história dos judeus e dos imigrantes no século 20. Seu amigo Walter Pozen disse que a saúde do escritor vinha se deteriorando, mas que ele se manteve "maravilhosamente astuto até o final". Pozen disse à agência de notícias Associated Press que a esposa e a filha de Bellow estavam ao seu lado quando ele faleceu na sua casa, em Brookline, Massachusetts. "Cabana para o espírito" Ao receber o Prêmio Nobel, o escritor descreveu o romance moderno como "uma cabana onde o espírito busca abrigo". Ele nasceu com o nome de Solomon Bellows, em 1915, numa cidade próxima de Montreal, no Canadá. Filho de imigrantes russos, ele se mudou para Chicago aos nove anos de idade. Embora tenha crescido durante a Grande Depressão americana dos anos 30, ele dizia ter encontrado algo energizante na determinação das pessoas daquela época. "Havia pessoas indo a bibliotecas e lendo livros", disse em 1997, numa entrevista a Associated Press. "Elas iam às bibliotecas porque queriam se manter quentes; não tinham aquecimento nas suas casas." Para o romancista Phlip Roth, Bellow foi um dos dois gigantes da ficção americana. "A espinha dorsal da literatura americana do século 20 veio de dois romancistas –William Faulkner e Saul Bellow", disse Roth. Bellow se casou cinco vezes, e teve uma filha aos 84 anos. |
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