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Juiz permite uso de prévias alegações contra Jackson | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O juiz que preside o julgamento do astro pop americano Michael Jackson decidiu permitir depoimentos sobre alegações anteriores de abuso de menores feitas contra o cantor. Os promotores do caso afirmam que desejam convocar várias testemunhas em uma tentativa de mostrar ao júri que havia um padrão de comportamento de Jackson em relação a meninos. Acredita-se que, entre as testemunhas, poderá estar uma das supostas vítimas do cantor. Alegações anteriores nunca foram provadas, mas correspondentes afirmam que a decisão é um revés para Jackson. O cantor nega com veemência as dez acusações de abuso de menores e cárcere privado que motivaram este julgamento em um tribunal em Santa Maria, na Califórnia. No domingo, Jackson comparou seu caso aos de Nelson Mandela e Muhammad Ali em uma entrevista a uma emissora de rádio concedida ao ativista americano pelos direitos humanos, Jesse Jackson. Cinco acusações A decisão do juiz Rodney Melville permitirá que os promotores apresentem casos de cinco outras acusações de abuso de menores pelo cantor. A acusação baseia seu caso na teoria de que Michael Jackson é um pedófilo em série. O procurador do distrito de Santa Barbara, Tom Sneddon, vai argumentar que o júri deve conhecer pelo menos dois outros casos nos anos 1990 em que o cantor foi acusado de molestar dois meninos. O caso mais conhecido envolve o adolescente Jordan Chandler, que disse ter sofrido abusos de Michael Jackson em 1993. Michael Jackson fez um acordo para resolver o caso fora dos tribunais. Ele negou veementemente que qualquer impropriedade tenha acontecido e depois disse que tinha optado pagar ao menino "uma soma considerável de dinheiro" para evitar ser submetido ao "circo da mídia" em um julgamento. O acordo, que incluiu uma cláusula em que nenhuma das partes discutiria a questão em público, teria envolvido o pagamento de US$ 26 milhões (mais de R$ 72 milhões). Nenhuma acusação formal chegou a ser feita. Desde então, foram publicados na internet documentos que seriam o depoimento sob juramento de Chandler, com um relato detalhado de alegados encontros sexuais com Michael Jackson. A legislação na Califórnia permite a apresentação de evidências de casos anteriores em que houve acusações de abusos sexuais, mesmo que não tenha havido um processo. 'Padrão de comportamento' O fato de a suposta vítima ter feito um acordo de confidencialidade não a impede de depor em um novo processo criminal. A promotoria quer que essas provas sejam admitidas para reforçar e dar credibilidade às alegações de Gavin Arvizo de que ele sofreu abusos do cantor em 2003. Os promotores tentariam expor semelhanças entre a natureza das acusações atuais e das que foram feitas há uma década. |
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