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'Viciado em gastar', Jackson está à beira da falência, diz promotor | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Promotores no julgamento de Michael Jackson por abuso sexual de um menor disseram nesta sexta-feira que o astro pop está à beira da falência, com dívidas de mais de US$ 300 milhões. O promotor-asistente do Condado de Santa Barbara, na Califórnia, onde se realiza o julgamento de Jackson, Gordon Auchincloss, disse que o cantor é "viciado em gastar" e "tinha um apetite insaciável por dinheiro". Ele pediu acesso a documentos sobre a situação financeira do astro. Os promotores no caso acreditam que problemas financeiros podem ter levado Jackson a participar de uma suposta conspiração para manter cativa a família de seu acusador, Gavin Arvizo, e tentar usá-la para rebater afirmações de um documentário de televisão prejudicial à imagem do cantor. No documentário, intitulado "Vivendo com Michael Jackson", realizado pelo repórter britânico Martin Bashir, Jackson afirma que não vê problema em dividir a cama com uma criança. O advogado do cantor, Robert Sanger, disse que os documentos que a promotoria está tentando usar como evidência no julgamento são "totalmente irrelevantes" para o caso. Segundo Sanger, eles são relativos à situação financeira geral do cantor, e não a sua situação na época da suposta conspiração, em fevereiro de 2003. Jackson nega as dez acusações que pesam sobre ele. Se condenado, ele pode pegar até 21 anos de prisão. Arvizo, hoje com 15 anos, acusa Michael Jackson de tê-lo molestado sexualmente. O menor deverá prestar novo depoimento no tribunal na segunda-feira. Jackson e os jurados não compareceram à corte nesta sexta-feira, depois de haver causado furor no dia anterior, quando o juiz Rodney Melville ameaçou prendê-lo por não chegar a tempo à audiência. "Suco de Jesus" No depoimento de quinta-feira, Arvizo contou no tribunal que o cantor deu a ele vinho em seu rancho, Neverland, dizendo ser "suco de Jesus". Para fazer o jovem se calar sobre os supostos abusos, Jackson teria dado a ele um relógio - segundo a agência de notícias AFP, avaliado em US$ 75 mil. A sessão de quinta-feira no tribunal de Santa Maria, na Califórnia, aconteceu depois de momentos de suspense sobre o comparecimento do cantor. Jackson chegou ao tribunal minutos depois de expirado o prazo de uma hora para sua espera estabelecido pelo juiz que preside os trabalhos. Pijama Por considerar que Jackson não compareceria à sessão, o juiz Rodney Melville expediu um mandado de prisão contra o astro pop - mais tarde revogado. Jackson chegou ao tribunal andando devagar, vestido com um paletó, uma calça de pijama e chinelos. O advogado do cantor, Thomas Mesereau, disse que ele foi atendido em um hospital por causa de "graves problemas nas costas". |
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