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Fotógrafo Eddie Adams morre aos 71 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O fotógrafo americano Eddie Adams, famoso por imagens feitas durante a Guerra do Vietnã, morreu em Nova York aos 71 anos. Uma foto que fez de um coronel do Vietnã do Sul – aliado dos Estados Unidos – executando um comunista do Norte em Saigon lhe rendeu o prêmio Pulitzer, o mais conceituado do jornalismo americano, em 1969. A foto, feita em 1968, mostra o momento exato em que a bala perfura a cabeça do prisioneiro e se tornou umas das imagens mais marcantes do conflito. O fotógrafo também fez registros de várias personalidades, incluindo Richard Nixon, George W. Bush, Jackie Kennedy, Madre Teresa de Calcutá, João Paulo 2º e Fidel Castro. Falsa idéia Adams havia acabado de chegar ao local, acompanhado de equipes de TV, quando o prisioneiro foi trazido por um grupo de soldados. Os jornalistas achavam que ele seria interrogado, mas o coronel Nguyen Ngoc Loan caminhou em direção ao comunista e, sem dizer uma palavra, atirou em sua cabeça. A imagem feita por Adams do incidente virou o mundo e chocou a opinião pública americana. Quatro anos depois, ele afirmou que a foto não dava uma idéia correta das circunstâncias do momento e valeu a Loan, que foi viver nos Estados Unidos após a guerra, uma má reputação. “Ele era um herói”, viria a afirmar Adams a respeito do coronel. Loan disse que havia executado um capitão vietcong que havia sido o responsável pelo assassinato da família de um auxiliar seu algumas horas antes. |
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