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Atualizado às: 05 de agosto, 2004 - 19h13 GMT (16h13 Brasília)
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Ex-agente chama Pavarotti de mimado em livro
Luciano Pavarotti
Pavarotti levou um restaurante inteiro em sua turnê pela China
O ex-agente do cantor de ópera Luciano Pavarotti atacou seu antigo cliente em sua autobiografia, o chamando de "petulante" e "mimado".

O livro será lançado em outubro, segundo o jornal americano The Washington Post.

Herbert Breslin foi o empresário de Pavarotti por mais de 30 anos até eles se separarem em janeiro de 2003.

Ele diz que o livro é "a história de um garoto lindo, simples e adorável que se transformou em uma superestrela muito determinada, agressiva e infeliz".

Exemplos

O Washington Post teve acesso a uma cópia do livro, intitulado O rei e eu: a história sem censura da escalada da fama de Luciano Pavarotti por seu empresário, amigo e, por vezes, adversário.

Breslin escreveu em seu livro que Pavarotti, de 68 anos, criticou seu colega tenor Plácido Domingo, dizendo que "em seus sonhos, Plácido nunca teve uma voz (como a de Pavarotti)".

Breslin afirma que Pavarotti chama seus subordinados de "burros" como se fosse uma forma carinhosa e insistia em ser levado por seu motorista até o dentista, localizado a apenas um quarteirão de sua residência.

Ele também escreveu que Pavarotti estava com tanto medo da comida, em sua turnê pela China, que levou um restaurante inteiro consigo.

Ele esquecia ou nunca se dava ao trabalho de aprender letras de músicas e fazia apresentações dubladas quando estava muito cansado.

O Pavarotti, segundo Breslin, também é "grosseiro", descrevendo publicamente Nicoletta Mantovani (que viria a se tornar a sua segunda esposa) como a "favorita em seu harém"

Breslin afirma que o cantor estava tão preocupado com a imagem enquanto filmava a comédia romântica Yes Giorgio, em 1982, que ele “não faria qualquer cena que pudesse levar as pessoas a rirem dele”.

O autor descreve uma cena importante na qual Pavarotti e a atriz Kathryn Harrold terminam jogando comida um no outro, dizendo que "poucas pessoas pensariam em tentar fazer uma briga de comida seriamente, mas Luciano o fez".

Rompimento

Curiosamente, o livro termina com uma entrevista com o próprio Pavarotti, no qual ele elogia carinhosamente seu antigo empresário.

O relações-públicas de Pavarotti, Terri Robson, não estava disponível para comentários nesta quinta-feira.

O fato de Pavarotti ter expandido sua fama além do mundo da música clássica, com shows em grandes estádios e aparições na televisão, é geralmente creditado a Breslin.

Quando eles se separaram no ano passado, o empresário disse: "Nós já tivemos o bastante. Eu já tive o suficiente".

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