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Como Madonna se tornou 'a mulher mais famosa do mundo' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A estrela da música pop Madonna inicia nesta segunda-feira, em Los Angeles, a turnê mundial Re-Invention. Entre maio e julho, a cantora vai fazer mais de 20 apresentações nos Estados Unidos e no Canadá. Na nova turnê, Madonna, de 45 anos, faz um apanhado de seus 20 anos de carreira. Os fãs, sem dúvida, esperam a mesma combinação de teatro, audácia e controvérsia que fez as turnês anteriores da rainha do pop tão populares. Abaixo, a BBC relembra as apresentações que entraram para a história da música pop como os mais lendários shows de Madonna. Who's That Girl (1987) A primeira turnê mundial de Madonna – que começou em julho de 1987, no Japão, e terminou na Itália, em setembro – marcou a primeira aparição em larga escala de Madonna em países como a Grã-Bretanha.
Os ingressos para os dois primeiros shows de Madonna, no estádio de Wembley, esgotaram-se em 18 horas e fizeram com que a produção marcasse um terceiro show. A Grã-Bretanha se rendeu à febre Madonna. Os fãs se aglomeraram no aeroporto e perseguiram a estrela durante uma corrida no parque, o que levou um de seus guarda-costas a agredir um fotógrafo. Mais de 70 mil pessoas compareceram ao primeiro show de Madonna na Grã-Bretanha e cinco pessoas foram hospitalizadas. Do palco, a cantora pediu calma. O show começou com Madonna com um corsete preto, com os mamilos do peito em dourado – o mesmo usado por ela no clipe de Open Your Heart, um de seus sucessos na época. Depois, a estrela apareceu de cantora de flamengo e de rainha kitsch. Blond Ambition (1990) Imortalizada no documentário Na Cama com Madonna, essa é a turnê lembrada por todos.
O show foi o que apresentou para o mundo o sutiã cônico e infame assinado por Jean-Paul Gaultier e teve Madonna simulando uma masturbação durante a performance de Like a Virgin. A polícia de Toronto, no Canadá, ameaçou prendê-la a não ser que ela retirasse a seqüência do show e, na Itália, o papa João Paulo 2º pediu para os fãs boiocotarem a apresentação. Em Londres, a moralista imprensa britânica reclamou do seu uso de expletivos durante uma apresentação, ao vivo, para uma das emissora de rádio da BBC. Mas a maior parte dos críticos saudou a cantora por seu profisionalismo e carisma. "Madonna se esforça e consegue descarregar luz, som, fúria e energia para ascender todo o estádio de Wembley", escreveu Anthony Thorncroft, do Financial Times. The Girlie Show (1993) Madonna escolheu Londres como ponto de partida para esta turnê, a mais explícita e controversa até então – e a única a chegar ao Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A estrela pop tinha acabado de gravar o álbum Erotica, seu filme, Corpo em Evidência, tinha sido fritado pela crítica e o seu infame livro de fotografias, Sexo, tinha sido publicado. Madonna estava pronta para confrontar. Ela abriu o show vestida de dominatrix, cercada por dançarinos de ambos os sexos, de topless. Mas havia momentos mais leves: inspirada em Marlene Dietrich, para cantar Like a Virgin, ou com uma peruca afro, para Express Yourself. A controvérsia acompanhou a estrela por todo o planeta. Madonna causou furor em Porto Rico quando esfregou a bandeira da ilha por entre as pernas no palco e judeus ortodoxos protestaram contra o seu primeiro show, em Israel. Os críticos esnobaram: "É difícil permanecer no topo espancando o traseiro de alguém", escreveu Richard Corliss, da revista Time. Drowned World (2001) Depois de um intervalo de oito anos – durante os quais Madonna teve dois filhos, foi protagonista do musical Evita e casou-se com o diretor de cinema Guy Ritchie –, ela retornou aos palcos com ingressos esgotados e caros.
Os principais figurinos da estrela incluíam um kilt meio punk e uma roupa de geisha. Madonna também voou no palco e domou um touro mecânico. A cantora também revelou um talento até então desconhecido para tocar guitarra e dedicou uma música ao marido. Alguns críticos reclamaram que o show se concentrou em material de seus álbuns mais recentes, mas, em geral, a resposta foi favorável. "Com as coreografias perfeitas, efeitos especiais e uma pitada de teimosa arrogância, o show Drowned World beneficia a mulher mais famosa do mundo", escreveu Alex Patridis, no jornal britânico The Guardian. |
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