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Greve na França ameaça Festival de Cinema de Cannes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um carregamento com filmes que serão exibidos no Festival de Cinema de Cannnes foi bloqueado por artistas em greve na França. Cerca de cem atores e técnicos se colocaram em frente ao portão do depósito Garges-les-Gonesse, em Paris, onde os filmes haviam sido armazenados. Os trabalhadores estão em greve desde 2003, em protesto contra reformas que cortaram seus benefícios. Eles ameaçaram inclusive protestar durante o festival, que começa nesta quarta-feira. Emergência Anteriormente, cerca de 100 mil trabalhadores franceses tinham o direito de receber indenizações de desemprego relativas ao ano inteiro se trabalhassem por apenas três meses no ano. Mas mudanças introduzidas em janeiro reduziram a quantidade de benefícios e o período a recebê-los, além de modificar os requerimentos que qualificam uma pessoa a receber esses benefícios. O governo francês apresentou na última semana um "plano de emergência" para tentar conter a greve, pegando 20 milhões de euros (cerca de R$ 71 milhões) de um fundo para pagar os benefícios de desemprego aos trabalhadores do setor de arte e espetáculo da França. O fundo fará pagamentos por um período limitado a pessoas que tiverem trabalhado mais de 507 horas em um período de um ano. No entanto, o sindicato majoritário do setor, o CGT, rejeitou o plano e alertou sobre a possível interrupção do festival. Protestos A greve já afetou outros grandes eventos na França. Há um ano, o Festival de Teatro de Avignon foi cancelado devido aos protestos de artistas. O Festival de Cinema de Cannes tem poucas chances de ser cancelado, já que ele não depende dos trabalhadores que estão em greve. O filme mais recente do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, La mala educación (A má educação), deve abrir o festival. |
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