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Gravadoras processam 247 por pirataria na Europa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (FIIF) está levando à Justiça 247 pessoas, acusadas de baixar e distribuir ilegalmente arquivos de música na internet. A primeira onda de processos vai afetar Alemanha, Itália, Dinamarca e Canadá, e as ações judiciais prosseguirão segundo as leis de cada país. Trata-se da maior ação antipirataria fora dos Estados Unidos, onde o cerco das gravadoras já levou mais de 2 mil internautas à Justiça. A atitude da FIIF é a mais recente tentativa na campanha da organização para convencer internautas que trocam arquivos de música de que eles podem fazer isso de maneira legalizada. 'Educar não adianta' No ano passado, a entidade enviou 21 milhões de mensagens a internautas sobre o uso de softwares não autorizados para trocar arquivos, como o popular Kazaa, por exemplo. O diretor da FIIF, Jay Berman, disse que serão processados principalmente aqueles que ignoraram a possibilidade de baixar música legalmente. "Acabamos aprendendo que apenas educar não é suficiente, e que algumas pessoas persistem porque, assim como os ladrões, elas acham que podem sempre escapar", afirmou Berman. A troca ilegal de arquivos na rede é apontada como responsável pela redução de 7% nas vendas de discos em todo o mundo em 2002. Para 2003, a previsão de queda é ainda pior. O FIIF encomendou uma pesquisa em cinco países, que mostra que 65% das pessoas estão cientes de que a troca de arquivos de músicas na internet, sem autorização dos autores e da gravadora, é ilegal. Na Grã-Bretanha, gravadoras e distribuidoras já vinham processando pessoas por causa de pirataria. Na Itália, 30 pessoas já foram acionadas por infringir as leis de diretos autorais, além de terem seus computadores e arquivos apreendidos. Na Dinamarca, a indústria fonográfica conseguiu os nomes de 120 pessoas que teriam trocado arquivos de música. Para não serem acusadas judicialmente, elas teriam de pagar uma fiança. Acredita-se que mais de 600 mil usuários de computadores em toda a Europa acessam um estoque de músicas com possibilidade de download autorizado. |
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