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Revista vai dar CD com 'rap racista' de Eminem
A revista de hip-hop americana The Source ganhou na Justiça o direito de lançar um CD com trechos de uma gravação que, de acordo com a publicação, é racista. Um juiz federal autorizou a divulgação de até 20 segundos de duas faixas inéditas de Marshall Mathers II, o verdadeiro nome do cantor, gravadas quando ele ainda era um adolescente. Os advogados de Eminem, que hoje tem 31 anos, alegam que a distribuição do CD contraria as leis de copyright. Segundo a revista, os versos contidos nas gravações ofendem mulheres negras. Recentemente, o próprio Eminem pediu desculpas pelas letras, que já haviam sido reproduzidas na The Source. 'Burras' Uma das canções teria a frase "garotas negras são burras", segundo a revista. O rapper explicou que a gravação foi feita em um momento de "raiva, estupidez e frustração", depois do fim de um relacionamento dele com uma negra. A The Source tem uma circulação de 500 mil exemplares e afirmou que vai lançar o CD já na próxima edição, aproveitando a decisão tomada pelo juiz Gerald E. Lynch nesta segunda-feira. O juiz afirmou que a reprodução limitada da gravação é considerada parte do "uso legítimo" de material sob copyright para a realização de críticas. A revista foi autorizada a lançar até oito linhas do material. Uma das duas faixas teria mais de cinco minutos. O editor da revista, Ray "Benzino" Scott, já trocou diversas ofensas com Eminem. Ameaça potential Há poucas semanas, a CIA, o serviço secreto dos Estados Unidos, decidiu não investigar Eminem depois que uma canção que fala em "presidente morto" veio a público na internet. O porta-voz da CIA, John Gill, disse que estava "preocupado com comunicações que podem ser interpretadas de uma forma que não era a intenção do artista". Gill falou no "potencial impacto periférico que letras como essa podem ter sobre outros indivíduos". "A CIA leva todas as ameaças potenciais contra o presidente muito a sério. Nós não podemos nos dar ao luxo de nos comportar de outra maneira", acrescentou o porta-voz. No entanto, o serviço secreto americano decidiu deixar o assunto de lado. |
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