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V e A: Beleza por toda parte
O Victoria & Albert, um dos principais museus de Londres, não quer ficar para trás na corrida pela modernização -- como toda grande instituição londrina, neste século 21. Seu grande projeto é a Espiral, um prédio assinado pelo arquiteto Daniel Libeskind, que escandalizou os puristas. É arquitetura radical. Parecendo um edifício implodido, desmoronado parcialmente, será um contraste e tanto com a construção vitoriana ao seu lado. Este futuro anexo, ainda sem data para inauguração, abrigará as coleções de peças contemporâneas de design, moda, fotografia, arquitetura, artes gráficas e artesanato. De Michelangelo a Vivienne Westwood O V&A, como o museu é chamado pelos londrinos, é um paraíso para o sentido estético. Este é o principal museu internacional de artes decorativas.
Ali está a Raphael Gallery, com os esboços do pintor; uma impressionante seção de esculturas, que inclui uma reprodução do David de Michelangelo; belos exemplares de arte islâmica e do leste asiático; e mais importantes coleções mobiliário, vestuário, tecelagem prata, vidro, cerâmica, livros, gravuras e fotografias. Nem tudo tem sabor de história antiga. Uma das alas mais concorridas é a que ilustra a evolução da moda ao longo dos séculos, com modelitos criados por estilistas contemporâneos, como a inglesa Vivienne Westwood. Estilistas famosos e aspirantes ao sucesso nas passarelas, todos batem ponto ali, caderninho de anotação em punho. Novo recorde O museu, inaugurado em 1852 e batizado em homenagem à rainha Vitória e ao príncipe consorte Albert, reúne cerca 4 mil peças em 145 galerias. A disposição das obras sempre foi das mais caóticas dos museus londrinos. Para corrigir esta falha, o V&A vem passando por uma grande mudança. Em 2001, inaugurou as British Galleries, que concentram num mesmo grupo de galerias a maior coleção de design e arte utilitária britânica do século 15 ao século 19.
Este ano, a exposição Art Deco 1910-39 bateu recorde de visitação. A mostra, que ficou em cartaz no primeiro semestre, atraiu 360 mil pessoas, um número consideravelmente maior do que o recorde anterior, que era da mostra Art Noveau, vista por 231 mil pessoas. |
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