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Clubes: Os prazeres noturnos
Londres é alvo de muitos mitos e um deles é que tudo fecha cedo. Já foi assim, hoje não é mais. Os pubs e a maioria dos restaurantes, sim, costumam começar a fechar antes da meia-noite. Mas é nesta hora que os londrinos rumam para os clubes e para os bares com DJs, que têm licença para funcionar até tarde. Nesses últimos anos, inclusive, surgiu uma nova geração de bares. Como as mulheres gostam Esses bares, que costumam ficar apinhados, têm decoração moderna e mais clean que os velhos pubs – em boa parte para atrair as mulheres – e oferecem cardápios de coquetéis inspirados.
Em muitos deles, rola música pilotada por um disc-jóquei madrugada adentro, e os preços são um pouco mais caros do que nos botequins (uma cerveja fica entre 3 libras e 4 libras, e um coquetel entre 5 e 10 libras). O clima é quase de clube. É importante, no entanto, fazer uma distinção. Club é uma palavra que se aplica a vários tipos de atividades noturnas – desde os shows aos cabarés, passando por lugares para dançar. O nome refere-se ainda às dezenas de estabelecimentos privados, exclusivíssimos, que só permitem a entrada de sócios. É o caso de lugares famosos (por serem frequentados por VIPs e celebridades) como Annabel’s e Tramp. Paraíso 'clubber' Mas nenhum aspecto da vida noturna londrina é tão vibrante quanto o club scene dos comuns mortais – o cenário dos clubes para dançar (boates, danceterias, festas, raves). É nele que se delineiam vários aspectos da expressão cultural da juventude: moda, comportamento, música e drogas (principalmente o ecstasy). Em Londres, o clubber militante está no paraíso, podendo escolher entre cerca de 60 casas, nos fins de semana. É uma indústria milionária, que transforma mega-clubes como o Ministry of Sound – um dos mais bem sucedidos da cidade -, em mega-negócios.
Cada noite tem uma cara A oferta - e milhares de frequentadores por noite mostram que existe demanda -, permite que a moçada sue o modelito nas pistas de dança sete dias por semana. Embora em essência reflita a vida jovem londrina, a atividade não exclui necessariamente os mais velhos. Os estilos musicais são os mais abrangentes: vão do easy listening de Burt Bacarach ao drum’n’bass do DJ da hora, do trip hop ao ragga, do trance ao loungecore. Uma característica desses clubes é que eles alternam o estilo a cada noite. Uma danceteria gay, por exemplo, pode muito bem programar uma ou outra noite que atraia um público basicamente hereterossexual. O que um dia é trash metal, no outro pode ser new age. Algumas festas famosas também costumam ser itinerantes. Os iniciados já conhecem os truques. Os iniciantes, precisam recorrer aos guias semanais de entretenimento, como a revista Time Out (veja os "links" no alto da página), ou se informar em lojas de discos especializadas para não acabar dançando em descompasso. |
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