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Palácio Westminster: O poder
Ele faz lembrar um castelinho de areia, mas o que acontece dentro da construção de estilo gótico não tem nada de lúdico. O Palácio de Westminster abriga as duas câmaras do parlamento britânico. A Câmara dos Comuns é formada por deputados eleitos por voto direto; e a Câmara dos Lordes, por representantes da nobreza e do clero com títulos vitalícios e hereditários, e personalidades da vida pública nomeadas pelo chefe de governo e agraciadas com títulos de lorde ou lady. Antes de ser a sede do poder legislativo britânico, o palácio foi residência real, até o século 16, quando Henrique VIII se mudou para Whitehall. De olho no pinga-fogo A construção original foi praticamente destruída durante um incêndio, em 1834, e dela só restaram intactos o Westminster Hall e a Jewell Tower.
Foi entre suas naves altas e paredes frias, mostradas por emissoras de tevê no mundo inteiro, que membros da família Windsor velaram o corpo da rainha-mãe, a rainha Elizabeth, em 2002. As sessões parlamentares são abertas ao público, que pode acompanhar da galeria, chamada de Stranger's Gallery (literalmente, a galeria dos estranhos). Os debates mais animados acontecem às quartas-feiras, no pinga-fogo entre o primeiro-ministro e o líder da oposição. Para evitar que ânimos exaltados acabem em agressão física, como não é raro acontecer em Brasília, os parlamentares das bancadas governista e oposicionista não podem cruzar duas linhas vermelhas traçadas no chão. A ordem na casa é mantida na marra. |
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