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Partidários de Reagan atacam filme 'crítico' a ex-presidente
Partidários do ex-presidente americano Ronald Reagan temem que um filme sobre sua vida possa ser usado para atacar seu legado. O filme, dividido em duas partes e que deve ser exibido no canal de televisão CBS no mês que vem, traz um "tom de desaprovação" ao ex-presidente, segundo o jornal New York Times, que afirma ter tido acesso ao script. "Mas também mostra um político excepcionalmente talentoso", diz o jornal. O filho de Reagan, Michael, manifestou preocupação de que "Hollywood tenha se tornado refém da esquerda liberal". "Eu tenho uma expectativa de que esse filme vá ser muito desfavorável ao meu pai", escreveu Michael em uma coluna em julho. Ronald Reagan foi presidente dos Estados Unidos de 1981 a 1989. Hoje, ele tem 92 anos e vem sofrendo do mal de Alzheimer há quase uma década. Na filme em dois capítulos, o presidente republicano é interpretado por James Brolin, marido da cantora e atriz Barbra Streisand, que é uma conhecida liberal e trabalha para arrecadar fundos para o Partido Democrata. Segundo o New York Times, os produtores do programa, Neil Meron e Craig Zadan, admitiram sua postura liberal. Meron disse ao jornal que não se trata de uma vingança, mas de "contar uma história interessante na nossa maneira honesta de fazê-lo". A história começa quando Reagan é apresentado a sua futura esposa, Nancy, em 1951, e acompanha sua vida pública. O jornal diz que deu a Reagan "boa parte do crédito por ter encerrado a Guerra Fria" e retratou o ex-presidente como "um homem com valores morais e que manteve seus princípios". Mas não há menção da recuperação econômica durante sua administração, acrescenta o New York Times. O jornal diz que os produtores decidiram ressaltar coisas como a memória ruim do presidente e sua opinião sobre a Aids, que são mostradas de forma negativa. Em uma cena, Nancy é representada pedindo ao marido que ajuda pessoas com Aids, ao que Reagan responde: "Aqueles que vivem em pecado devem morrer em pecado". A roteirista Elizabeth Egloff admitiu que não há indícios de que a conversa tenha acontecido de verdade, mas disse que o script foi baseado em opiniões conhecidas, eventos e fatos. Outra cena polêmica, logo no iníco do filme, mostra Reagan admitindo que denunciou outros atores à lista negra de simpatizantes do comunistmo nos Estados Unidos na década de 50. O ex-presidente negou que tenha feito isso. "Nunca chamei de comuna quem não fosse comuna", diz o script. O biógrafo de Reagan, Lou Cannon, disse ao New York Times que o ex-presidente "não era intolerante". O filme The Reagans vai ser veiculado nos Estados Unidos nos dias 16 e 18 de novembro. |
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