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Começam trabalhos de limpeza da estátua de Davi
Restauradores de arte de Florença, na Itália, começaram a limpeza da escultura Davi, de Michelangelo, apesar de alguns críticos acreditarem que o trabalho poderá danificar a estátua. A escultura de 499 anos está coberta por uma camada de sujeira que os curadores querem remover. Os opositores à idéia afirmam que a decisão de lavar a obra com celulose e água poderá causar danos imensos à escultura. "Nós estamos usando a substância menos prejudicial possível, água", disse o coordenador do projeto de limpeza, Antonio Paolucci. Paolucci afirma que em 2004 Davi completará 500 anos. "Nós queremos que ele apareça para ser aniversário nas melhores condições possíveis", completou. A restauradora Agnese Parronchi deixou o projeto no início deste ano depois que vários especialistas italianos lhe disseram que ela iria danificar a estátua caso usasse panos de camurça, escovas macias e borrachas para tentar remover a sujeira. Franca Falletti, diretora da Galleria dell'Accademia, onde a escultura se encontra, estava entre os que pediam o uso de um pacote de limpeza contendo celulose, papel de arroz e água destilada. Trabalho público Testes realizados em uma pequena parte da escultura tiveram resultados satisfatórios às autoridades de arte locais, e, agora, a restauradora Cinzia Parnigoni está se responsabilizando pelo projeto. "Na superfícia de Davi há uma camada de sujeira notável, especialmente de poeira e giz, que só pode ser removida com o uso desse método", disse Parnigoni à BBC.
"A limpeza mecânica simples não seria suficiente", completou. A galeria disse que o trabalho de restauração será realizado diante do olhar público. Mas os críticos ao plano, como o professor James Beck, da Universidade de Columbia, fizeram um apelo para que o ministro italiano da Cultura impeça o início do trabalho. "Nós tememos que, para deixar a estátua mais bonita de se olhar e mais bonita para as câmaras, eles irão provocar uma deterioração da estrutura e da textura da escultura", disse o especialista Giovanni Buti. Os restauradores também usarão álcool mineral para tentar se livrar da cera que cobre a obra, o que alarmou ainda mais os críticos. "É uma intervenção desnecessária e sem nenhuma comprovação", disse Beck. |
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