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Cantor colombiano reina no Grammy Latino
O canto colombiano Juanes ganhou os primeiros troféus do Grammy Latino, realizado na quarta-feira na American Airlines Arena, em Miami, enquanto que o vencedor do Ídolo Pop espanhol, David Bisbal, levou o prêmio de melhor artista iniciante. Alguns dos artistas – que incluíam Marc Anthony, Gloria Estefan e India – também prestaram uma homenagem à cantora de salsa Celia Cruz, que morreu neste ano. Algumas das canções da artista – entre elas a famosa La vida es un carnaval – foram apresentadas durante a cerimônia, considerada o Oscar da música da América Latina e hispânica. Apesar de estar apenas na quarta edição, o Grammy Latino já tem uma história atribulada. Ele começou a ser realizado em Los Angeles e foi cancelado em 2001 – pois deveria ocorrer justamente no dia 11 de setembro, quando ocorreram os ataques em Nova York e Washington. Agora que está em Miami, o Grammy Latino provocou discussões entre membros da comunidade de cubanos exilados que vive na cidade. Polêmica Músicos cubanos que ainda vivem na ilha, como Chucho Valdez e o grupo Los Van Van, foram indicados, mas não compareceram à festa por causa da demora na liberação dos vistos de entrada nos Estados Unidos. O artista cubano Orishas foi premiado com o melhor álbum de hip-hop, enquanto que Ibrahim Ferrer, melhor conhecido como integrante do Buena Vista Social Club, venceu na categoria melhor álbum tradicional. Alguns cubanos que vivem em Miami se opõem à presença de músicos que ainda vivem em Cuba e foram indicados ao prêmio. Ninosca Perez, do Conselho para Liberdade em Cuba, é um desses exilados. ''Enquanto ainda existir pressão para que as pessoas não possam se expressar livremente não há porque enviar aos Estados Unidos artistas, porta-vozes do governo cubano se passando por democratas, para tomar parte em um evento que celebra justamente a diversidade, a cultura latina e a liberdade de expressão'', disse. Manolo Diaz, um dos diretores do Grammy Latino, explicou que o evento não tem conotações políticas. ''Setores da comunidade cubana de Miami estão enganados ao afirmarem que certos artistas, que ainda vivem em Cuba, podem ser perigosos, ou fazer propaganda do governo de Fidel Castro. Isso é um absurdo.'' |
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