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Brasileiro rege Filarmônica de NY no Central Park
Aos 36 anos, o maestro brasileiro Roberto Minczuk é um dos mais promissores nomes da música clássica mundial. Além de ser co-diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, ele foi recentemente nomeado regente-associado da Filarmônica de Nova York, para quem trabalha desde 1998. Um dos nomes a ocupar este cargo foi Leonard Bernstein. A agenda de Minczuk nunca esteve tão cheia, com apresentações e gravações nos Estados Unidos, Brasil e Europa. A partir do dia 6 de julho, Minczuk rege sete concertos nos parques da cidade de Nova York, dois dos quais no Central Park. Repertório Segundo Minczuk, serão dois concertos com repertório variado, sendo que o segundo programa conta com a participação especial de outra brasileira, a cantora Luciana Souza. "O primeiro concerto terá obras de compositores russos, com a participação do violinista canadense James Ehnes. (Inclui) a abertura da ópera O Príncipe Igor, de Borodin, o Concerto para Violino, de Tchaikovisky, e o famoso Os Quadros de uma Exposição, de Mosorgsky, com orquestração de Ravel", afirmou. O segundo programa traz compositores das Américas. "Começa com a suíte de danças do balé Estância, de Ginastera, e continua com El Amor Brujo, de Manuel de Falla, ambos compositores argentinos." Os concertos também terão compositores brasileiros. "Apresentamos também a Dansa Brasileira, de Camargo Guarnieri, e o prelúdio das Bachianas Brasileiras nº 4, de Villa Lobos. Há também Modinha, de Tom Jobim, e, para finalizar, Danças Sinfônicas de West Side Story, de Leornard Bernstein", disse o maestro. A Filarmônica de Nova York se apresenta todo ano no Central Park e, segundo Minczuk, o repertório foi escolhido de forma a manter o alto nível da Filarmônica de Nova York, sem perder o público de vista. "Os critérios são os de ter um programa que seja de altíssimo nível e que possa entreter o público. Os concertos no Central Park costumam reunir de 90 a 120 mil pessoas, que vão e fazem seus piqueniques, outros vão apenas pela música." Canergie Hall A Filarmônica de Nova York vai se mudar do Lincoln Center para o Carnegie Hall em 2006. Para Minczuk, isso significa uma espécie de "volta para a casa" depois de 40 anos de ausência, pois, de acordo com o brasileiro, a Filarmônica sempre esteve associada ao Carnegie Hall. "Eu gosto muito do Lincoln Center porque eu vim para Nova York aos 14 anos e estudei na Juilliard (School), toquei como solista trompista nesse lugar e estou acostumado com essa casa desde a adolescência. Mas o Carnegie Hall é uma das salas mais reconhecidas do mundo, senão a mais famosa. E essa orquestra também é a melhor do mundo." Segundo o maestro, a volta ao Carnegie Hall signfica uma união perfeita. "Vai trazer um novo patamar de excelência à orquestra em termos de acústica e notoriedade. Eu vejo isso muito positivamente. A mudança vai criar algo novo e dinâmico para a orquestra, para o Carnegie Hall e para a cidade também", afirmou. Desafios De acordo com o maestro, o grande desafio de ser o regente-associado da Filarmônica de Nova York é estar no "mesmo pódio" que o regente Lorin Maazel, que também é o diretor musical da filarmônica. "Maazel é um dos maiores maestros de todos os tempos, não só da atualidade, mas em toda a história da regência sinfônica. Ele é um gênio, a sua técnica é brilhante, assim como o seu conhecimento e sua capacidade." "Me sinto feliz em estar absorvendo cada minuto em que estou trabalhando com ele, assistindo e observando cada detalhes, além de poder conversar, discutir e trocar idéias sobre as grandes sinfonias e a orquestra de uma forma geral." Para Minczuk, que ainda se considera um maestro jovem na profissão, outro grande desafio é trabalhar com a filarmônica, que ele considera perfeita. "A Filarmônica de Nova York reúne os melhores músicos do planeta, que dominam seus instrumentos como poucos, mas isso me estimula a crescer, estudar e aprender a cada dia." Carreira agitada Minczuk concilia os cargos de regente-associado da Filarmônica de Nova York e de diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, e ele não considera isso um fato fora do comum. "A carreira é agitada, com maestros ocupando dois, três e até quatro cargos distintos. Eu já venho trabalhando com a orquestra de São Paulo há seis anos, como diretor-artístico adjunto, e minha associação com a Filarmônica de Nova York já existe desde 1998, quando fiz minha estréia à frente da orquestra", disse. Mas, o maestro reconhece que é uma vida difícil, que o leva a viajar quase o tempo todo com seu trabalho de regente e também gravando CDs pelo selo Bis. "Este ano estou gravando três CDs com a orquestra de São Paulo e também faço turnês com ela. Vamos à Europa este ano. Além disso, estou me apresentando com outras orquestras como a Filarmônica da Filadélfia, a Sinfônica de Toronto e a Filarmônica de Londres", afirmou. |
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