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Faculdade cristã australiana bane livros de Harry Potter
Uma faculdade cristã na Austrália é a mais recente instituição a banir os livros de Harry Potter, por considerar que eles mostram a magia "demoníaca" de forma positiva. A Faculdade Cristã Maranata, que fica perto de Melbourne, afirmou que os livros promovem a feitiçaria como algo normal e que os estudantes não devem ser expostos a esse tipo de mensagem. "Como cristãos, consideramos a feitiçaria e o ocultismo diabólicos", afirmou Bert Langerak, o diretor da faculdade. "Foi muito divulgado que várias crianças tentaram lançar feitiços após lerem os livros, e essa não é uma atitude que nós queremos incentivar", disse. Os bibliotecários da faculdade decidiram que as histórias de Potter não são adequadas, apesar de não terem recebido qualquer reclamação de pais ou alunos. Perigoso? "Como um leitor maduro, eu posso ver a diferença entre fantasia e realidade, mas algumas crianças não conseguem, e é aí que o livro se torna perigoso", disse o diretor. "Nós poderíamos lidar, por exemplo, com Macbeth e Hamlet (obras do escritor William Shakespeare), porque o mal é apresentado como diabólico e não como algo bom." Desde que Harry Potter se tornou o personagem favorito de crianças de várias partes do mundo, várias escolas tomaram providências similares. Em 2001, 60 escolas adventistas do sétimo dia da Austrália baniram os livros das salas de aula, por medo de que os estudantes fossem estimulados a fazer experimentos ligados ao ocultismo. Uma organização cultural russa e 13 Estados americanos também tentaram abolir os livros do mago. Recentemente, um juiz americano reverteu uma decisão similar de uma escola do Arkansas, rejeitando os argumentos de que Harry Potter estimula a feitiçaria. Demônio Uma pilha de livros de Potter foi queimada em 2001, no Estado americano do Novo México, por um grupo religioso que dizia que o mago era "o demônio". Um padre do Estado do Maine, por sua vez, marcou o lançamento de Harry Potter e a Câmara dos Segredos com uma festa onde picotou várias edições do livro. Os livros também foram removidos das prateleiras de escolas públicas dos Emirados Árabes Unidos depois que o governo disse que as histórias contrariam valores islâmicos. O último livro, Harry Potter e a Ordem da Fênix, foi lançado no dia 21 de julho e vendeu 5,8 milhões de cópias na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos apenas no primeiro dia. Na França, o livro lidera a lista dos mais vendidos, apesar de ainda não ter sido publicado em francês. |
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