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Atualizado às: 23 de janeiro, 2007 - 22h03 GMT (20h03 Brasília)
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Antidepressivos podem diminuir densidade óssea, diz pesquisa
Fraturas são mais comuns em usuários de antidepressivos
Adultos com mais de 50 anos que usam um tipo de antidepressivo teriam o dobro do risco de fraturas, segundo um estudo.

Pesquisadores canadenses se concentraram em um grupo de medicamentos que inclui o Prozac e o Seroxat.

O estudo, publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, afirmou que o uso destes antidepressivos está ligado a um maior número de quedas e a uma redução da densidade óssea.

Especialistas britânicos afirmam que são necessárias mais provas para confirmar a ligação entre estes antidepressivos e risco de fraturas.

A equipe da Universidade McGill, em Montreal, estudou cinco mil pessoas acima de 50 anos durante cinco anos.

Densidade

Os pesquisadores analisaram o uso deste tipo de antidepressivo, densidade mineral dos ossos na espinha lombar e quadril e o número que quedas que as pessoas sofreram.

Os pesquisadores descobriram que 137, com uma idade média de 65 anos, usavam os antidepressivos diariamente.

Foi descoberto que estas pessoas tinham o dobro de risco de quedas, com ferimentos afetando principalmente o cotovelo, tornozelo, pé e quadril.

Quanto maior a dose de antidepressivos, maior o risco de quedas, segundo a pesquisa.

E os que tomavam este grupo de antidepressivo apresentaram 4% menos densidade mineral óssea no quadril do que aqueles que não consumiam diariamente e uma diminuição de 2,4% na espinha lombar.

Serotonina

A serotonina - cujos níveis são alterados por este grupo de antidepressivos - é um elemento químico que tem um papel muito importante no humor.

Mas os receptores e transportadores de serotonina também foram encontrados em células ósseas, onde eles influenciariam a formação de ossos.

Os autores, liderados por Brent Richards, afirmaram que "pessoas idosas têm risco maior de desenvolver osteoporose e depressão".

"O uso diário deste grupo de antidepressivos para tratamento da depressão podem aumentar o risco de fratura subseqüente. Estes riscos precisam ser equilibrados com os benefícios ganhos pelo tratamento de depressão."

A equipe de pesquisadores afirmou que, devido ao uso deste grupo de antidepressivos na população em geral e entre idosos em particular, são necessários mais estudos para confirmar as descobertas.

"Aqui está mais prova de que medicamentos psiquiátricos podem ter custos significantes para aqueles que consomem estes remédios", disse Sophie Corlett, da organização de caridade britânica que lida com problemas psiquiátricos Mind.

"Enquanto este foi um grande estudo, apenas um pequeno número de pesquisados tomavam estes medicamentos e são necessárias mais provas para confirmar as descobertas", disse uma porta-voz da Sociedade Nacional Britânica de Osteoporose.

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