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Atualizado às: 09 de agosto, 2006 - 14h29 GMT (11h29 Brasília)
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Águas-vivas invadem as praias do Mediterrâneo
Catadores de águas-vivas em praias no sul da Espanha
As chances de um turista encontrar águas-vivas estão mais altas
Milhares de turistas que passam as férias em países do Mediterrâneo foram queimados por águas-vivas neste verão.

Grandes populações dos animais estão invadindo as praias e pesquisadores dizem que mais de 30 mil pessoas foram afetadas.

Algumas praias espanholas foram fechadas. Há relatos de que a Sicília e alguns países do norte da África também foram afetados.

Biólogos marinhos dizem que o tempo quente e a falta de chuvas estão trazendo as criaturas mais para perto da costa e que a pesca excessiva pode ter aumentado as populações de águas-vivas.

Sem predadores

Uma pesquisa recente pelo grupo ambientalista Oceana revelou concentrações de mais de dez águas-vivas por metro quadrado em alguns trechos da costa espanhola.

O biólogo Francesco Peters, do Institut de Ciències del Mar, em Barcelona, disse à BBC que as águas costeiras na região estão mais quentes do que o normal por causa do calor e mais salgadas por causa da baixa vazão dos rios.

Como resultado, as águas mais profundas, normalmente habitadas pelas águas-vivas, estão sendo levadas para perto da costa - disse Peters.

Ele acredita que o aquecimento global pode tornar fenômenos como esse mais freqüentes.

"Provavelmente, por causa da pesca excessiva, populações de águas-vivas longe da costa vão aumentar. E condições ambientais especiais, como altas temperaturas e maior salinidade perto da costa, podem trazer essas águas-vivas mais para perto da praia", disse o biólogo.

Peters explicou que a pesca excessiva remove os predadores naturais das águas-vivas, assim como seus competidores.

Segundo especialistas, águas-vivas são criaturas vorazes. E porque elas consomem grandes quantidades de peixe, pode ser difícil para os cardumes se renovarem.

Por outro lado, as populações de predadores de águas-vivas, como o atum e as tartarugas, estão diminuindo.

Francesco Peters disse que as águas-vivas que habitam o mar Mediterrâneo, 95% compostas de água, não representam perigo de vida.

Entretanto, algumas pessoas podem sofrer reações alérgicas fortes ao entrar em contato com seus tentáculos.

Ele aconselhou que as pessoas queimadas devem lavar o local com água salgada e resfriar a queimadura com uma bolsa de gelo.

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