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Atualizado às: 02 de agosto, 2006 - 19h33 GMT (16h33 Brasília)
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Poeira do WTC envelheceu pulmão de bombeiros em 12 anos
Bombeiros trabalham sobre os escombros do World Trade Center
As equipes de resgate inalaram grandes quantidades de poeira
Equipes de resgate expostas à poeira resultante do colapso do World Trade Center (WTC) sofreram declínio pulmonar precoce equivalente a 12 anos.

Exames de 12 mil homens que trabalharam no local feitos ao longo do primeiro ano após os atentados revelaram que aqueles que estiveram no WTC logo após a queda dos prédios sofreram mais danos.

Pesquisadores do Montefiore Medical Center, em Nova York, compararam exames de pulmão feitos antes e depois dos ataques.

Os resultados do estudo foram publicados no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

Segundo os pesquisadores, um estudo atual revela que alguns dos homens ainda apresentam problemas respiratórios.

A pesquisadora Gisela Banauch e seus colegas do Montefiore Medical Center foram capazes de observar a função respiratória do Departamento de Bombeiros da Cidade de Nova York de 1997 em diante, porque os trabalhadores são examinados rotineiramente a cada 18 meses.

Os resultados dos exames feitos antes de 11 de setembro foram comparados com exames feitos em 12.079 trabalhadores nos 12 meses subseqüentes.

Os cientistas constataram uma redução significativa no volume expiratório forçado - ou seja, a quantidade de ar que pode ser expirada em um segundo - no primeiro ano após o atentado.

Cerca de 13% da equipe foi exposta à maior quantidade de poeira. Esses são os trabalhadores que chegaram na manhã do desastre e que estavam presentes no momento do colapso dos prédios.

Um outro grupo, equivalente a 67.8% da equipe, chegou ao local dois dias após o colapso. A última parcela, com 16% dos homens, só começou a trabalhar após o terceiro dia.

Os que chegaram ao local nos primeiros dois dias após o colapso, apresentaram problemas respiratórios mais freqüentes e mais severos do que os que foram depois.

Apenas 22% dos que chegaram no primeiro dia usavam máscaras protetoras. No segundo dia, esse número subiu para 50%.

De qualquer forma, os pesquisadores não acreditam que as máscaras ofereciam de fato proteção.

"Minha opinião pessoal é que quando as torres caíram muitos materiais de construção foram pulverizados (na atmosfera), então havia um monte de cimento na poeira, o que é muito alcalino e causa queimaduras", disse Banauch.

Ela acrescentou que era impossível proteger os bombeiros adequadamente contra os efeitos da poeira.

Banauch disse que esse estudo aconteceu em condições únicas.

"Os trabalhadores tinham tido sua função pulmonar monitorada antes (de 11 de setembro) e isso nunca aconteceu antes em um grupo tão grande", explicou.

A cientista disse que parte dos sintomas foi resultante de irritação aguda das vias respiratórias.

Porém, estudos menores, feitos durante um período maior de tempo, mostram que alguns dos trabalhadores sofreram efeitos a longo prazo.

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