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Atualizado às: 25 de junho, 2006 - 03h49 GMT (00h49 Brasília)
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Droga para o coração ajudaria contra derrame, diz pesquisa
Muitas drogas tiveram eficácia contestada em experiências
Pesquisadores dos Estados Unidos anunciaram a descoberta de que um grupo de substâncias usadas em medicamentos para o coração pode trazer ainda benefícios no tratamento do estágio inicial do derrame.

Segundo o estudo do Centro Médico da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, os compostos encontrados na digoxina, substância de origem vegetal usada em remédios para problemas cardíacos, mostraram que são capazes de proteger o tecido cerebral de ratos de laboratório contra a falta de irrigação sanguínea que ocorre após um derrame.

Os cientistas acreditam que a pesquisa poderá ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos.

Muitos medicamentos que, segundo se pensava, teriam efeito protetor depois de um derrame já foram testados, mas nenhum ainda comprovou sua eficácia.

Testes rápidos

Para a pesquisa, publicada na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, os cientistas monitoraram uma grande quantidade de compostos, ao testarem cada um em células de cérebros de ratos que foram privadas de oxigênio e glicose.

A partir do teste, descobriu-se que um composto originário de um tipo de arbusto protege significativamente neurônios que teriam morrido em um derrame.

Este composto, chamado neriifolina, parece ter propriedades neuroprotetoras até mesmo várias horas depois de o tecido cerebral ter parado de receber oxigênio e glicose.

Os cientistas, então, formularam uma hipótese de que outros compostos relacionados à neriifolina também poderiam proteger o cérebro de uma isquemia.

Eles testaram a digoxina e a digitoxina, que vêm sendo usadas no combate à insuficiência cardíaca e à arritmia. Apesar de não tão potentes como a neriifolina, essas substâncias mostraram seu efeito neuroprotetor.

Segundo os pesquisadores, como os medicamentos para o coração já estão em uso, o processo de testes seria agilizado.

"É sempre uma grande sorte quando você descobre algo que já tem aplicação clínica, porque já sabemos muito sobre dosagem e efeitos colaterais", afirmou Donald Lo, diretor do Centro de Descobertas de Medicamentos da Universidade de Duke.

Ele acrescentou, no entanto, que a descoberta ainda é um primeiro passo.

"O objetivo desse estudo era pesquisar a maior quantidade de drogas possível, porque as últimas 50 que foram testadas não foram muito bem", contou.

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