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Cientista filma rato julgado extinto no Laos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Imagens de um rato das rochas do Laos, um animal que se acreditava extinto foram mostradas por um cientista americano. Cientistas acreditam agora que este animal filmado seja o único sobrevivente de um antigo grupo de roedores. O kha-nyou, como é conhecido na região onde foi encontrado, foi capturado por uma expedição em maio. As imagens mostram uma criatura peluda e amistosa com o tamanho semelhante ao de um esquilo que se movimenta de uma forma parecida a de um pato. Especialistas afirmam que é possível estabelecer a linhagem do kha-nyou de volta a uma família de roedores que, segundo estudos, teria sido extinta há mais de 11 milhões de anos. A expedição ao centro do Laos foi liderada por um cientista aposentado da Universidade Estadual da Florida, Estados Unidos, David Redfield. "Tivemos muita sorte, sob muitos aspectos, por fazermos isto. É, facilmente, uma das experiências mais gratificantes de minha vida e espero que estas imagens ajudem, de alguma forma, a prevenção da extinção deste animal incrível", disse. O kha-nyou foi capturado perto do vilarejo de Doy, nos arredores da fronteira com a Tailândia. O animal foi libertado na floresta depois de ser fotografado e filmado. Pista Agora classificado como Laonastes aenigmamus, o animal chamou a atenção de pesquisadores internacionais em 2005, em um mercado de caçadores: exemplares mortos estavam à venda. Baseados em diferenças no crânio, dentes, ossos e outras características junto com a análise de DNA, cientistas inicialmente colocaram a criatura em uma família de roedores totalmente nova, mais próxima dos roedores da África e da América do Sul do que da Ásia. Mas então um fóssil particularmente impressionante de um roedor extinto há muito tempo foi descoberto na China em 2005. Esta descoberta levou especialistas a analisarem a hipótese do kha-nyou ser o membro vivo de uma família há muito extinta. Os cientistas voltaram ao fóssil e descobriram que o crânio, dentes, mandíbula inferior e outras características do esqueleto do kha-nyou combinavam com o fóssil. Atualmente acredita-se que o rato das rochas do Laos pertença ao mesmo grupo, da família extinta de roedores Diatomyidae. Mary Dawson, curadora emérita do setor de paleontologia de vertebrados do Museu Carnegie, de Pittsburg, Estados Unidos, e primeira autora do trabalho científico que fez a identificação, analisou as últimas imagens e confirmou a autenticidade. "Esta é uma descoberta verdadeiramente excitante. A observação feita por Redfield do animal vivo é a primeira a ser gravada cientificamente. Estas são as primeiras imagens fotográficas do recentemente descoberto 'fóssil vivo' Laonastes aenigmamus", disse. |
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