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Cientistas criam sensor de tato eficaz como mão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas americanos criaram um sensor que pode identificar por tato a textura de objetos com a mesma sensibilidade das mãos humanas. O trabalho de pesquisadores da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, foi publicado nesta sexta-feira na revista científica Science. "Atualmente os sensores tácteis existentes são frustrantes porque têm resolução de milímetros", explicou o professor Ravi Saraf, da Universidade de Nebraska, em Lincoln e um dos co-autores do projeto. "A resolução do tato dos dedos humanos é de cerca de 40 microns, metade do diâmetro do cabelo humano." Saraf e o colega Vivek Maheshwari conseguiram criar um sensor com alto grau de sensibilidade usando um filme muito fino feito de camadas de metal e de nanopartículas semicondutoras, com eletrodos encima e embaixo. Efeito de luz fotografa o tato Quando outra superfície toca o filme, qualquer pressão ou estresse comprime as camadas de partículas, a corrente do filme muda e luz é emitida das partículas em um efeito "eletroluminescente". A luz produzida é detectada por uma câmera. "O bonito da coisa é que conseguimos fazer um equipamento de forma que a corrente mude, e que se consegue exatamente a luz proporcional ao estresse aplicado", disse Saraf. Para demonstrar a alta sensibilidade do equipamento, o cientista pressionou uma moeda de um centavo de dólar no robô. O sensor revelou as rugas das roupas do presidente Lincoln e as letras TY de "liberty" (liberdade), inscritas na moeda. O filme é sensível, mas forte o suficiente para ser usado repetidamente. "A esperança é que se o tato é como o de um dedo humano, pode ter aplicações como cirurgias minimamente invasivas, nas quais os médicos possam 'tocar' os tecidos nas operações e saber se são cancerosos ou anormais, o que aumentaria o sucesso destas operações", afirma Saraf. Para o especialista em robótica, Ricard Crowder, da Universidade de Southampton, que comenta o trabalho em um artigo da revista, "este sensor único pode provar ser um avanço tecnológico chave no progresso da robótica e das cirurgias de mínimo acesso". | NOTÍCIAS RELACIONADAS Empresa japonesa venderá robô que reconhece voz 13 de setembro, 2005 | Ciência & Saúde Honda apresenta nova versão de robô capaz de correr16 de dezembro, 2004 | Ciência & Saúde Cientistas criam 'robô-Tarzã' para pesquisa ambiental29 de dezembro, 2003 | Ciência & Saúde LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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