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Tumores 'podem sabotar sistema imunológico'
Tumor
Estudo diz que proteína pode inverter papel de células de defesa
Cientistas americanos descobriram que tumores podem manipular o sistema imunológico para que ele deixe de atacar células cancerosas.

A conclusão é de um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, da cidade americana de Seattle, publicado na revista Nature Immunology.

A pesquisa mostrou que o câncer em seus estágios finais produz uma proteína que em vez de auxiliar na mobilização do sistema imunológico inibe as tentativas do sistema imunológico de atacar tumores cancerígenos.

Tumores costumam produzir diversas proteínas anormais. Algumas fazem com que o câncer se desenvolva rapidamente, outras causam a neutralização do sistema imunológico.

'Advertência'

Em alguns casos, tumores geram "sinais de advertência" capazes de alertar o sistema imunológico e incitar a sua ação. Isso pode ocasionar situações de recuperações de pacientes com câncer julgadas "milagrosas".

Mas a equipe de pesquisadores descobriu que há uma proteína presente em tumores que tem um efeito negativo quando produzida em excesso. Nessas condições, a proteína é capaz de estimular células do sistema imunológico a se tornarem "sabotadores".

Em vez de ativar outros tipos de células imunológicas, elas passam a anular as células de defesa.

Os autores da pesquisa estudaram tumores e amostras de sangue de 26 pacientes portadores de câncer de seio, pulmão, ovário, cólon e de pele.

Os pesquisadores não souberam precisar o que provoca a inversão do papel das proteínas, mas acreditam que o estudo pode indicar caminhos para se combater o câncer.

De acordo com Thomas Spies, que comandou a pesquisa, "uma vez que o câncer se estabelece como um tumor consistente e em crescimento, ele é capaz de produzir uma vasta quantidade de proteína e fazer com que ela se espalhe na corrente sangüínea".

"Isso altera de tal forma a composição das células de defesa no corpo do paciente com câncer que a resposta do sistema imunológica é severamente prejudicada. Se for possível fazer com que o tumor deixe de produzir a proteína, isso irá criar um efeito positivo para combater tumores cancerígenos", afirma Spies.

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