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Cientista sul-coreano é indiciado por fraude em clonagem | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um cientista sul-coreano que falsificou pesquisa com células-tronco foi indiciado por fraude, desvio de recursos e violação de leis sobre bioética. Hwang Woo-Suk tornou-se um herói nacional depois de anunciar um avanço em pesquisas sobre clonagem, mas caiu em desgraça em janeiro, quando descobriu-se que ele havia falsificado trabalhos científicos. Cinco outros cientistas também foram indiciados nesta sexta-feira por envolvimento na fraude de Hwang e no desaparecimento de milhões de dólares em doações para a pesquisa. Promotores sul-coreanos disseram que Hwang foi enganado por um de seus assistentes, que alegou ter clonado células embriônicas, mas contribuiu para a fraude ao inventar dados posteriormente. Segundo eles, Hwang não será preso no momento. Clone Hwang tornou-se mundialmente famoso quando alegou, na revista científica Science, que havia criado células-tronco a partir de um embrião humano clonado. Em um artigo publicado em junho pela revista científica Science, Hwang alegava ter produzido 11 linhas de células-tronco de embriões humanos clonados, em uma nova técnica para "produzir" tecidos que se adaptariam perfeitamente ao DNA de um doador. O painel de investigadores descobriu, no entanto, que a equipe de Hwang produziu apenas duas linhas de células-tronco. Esta pesquisa parecia representar um avanço em direção à possível oferta de curas personalizadas, usando tecidos cultivados a partir de células-tronco embriônicas para reparar órgãos danificados ou tratar de doenças como o mal de Alzheimer. Mas um painel da Universidade Nacional de Seul descobriu, em dezembro, que a pesquisa foi "inventada deliberadamente" e Hwang renunciou ao cargo de professor na instituição. Desde então, os promotores investigam a equipe de Hwang. No final do ano passado, o pesquisador recebeu o equivalente a US$ 42,2 milhões do governo para sua pesquisa, e US$ 4,35 milhões de fundações privadas, de acordo com auditores do Estado. Desses recursos, eles não conseguiram localizar US$ 2,6 milhões. Os promotores alegam que Hwang comprou um carro e pagou contribuições a políticos e funcionários de empresas que ajudaram na concessão dos recursos. O cientista sul-coreano foi acusado ainda de usar parte do dinheiro para comprar óvulos humanos de doadoras, o que viola as leis de bioética do país. O desvio de fundos do Estado prevê pena de prisão de até dez anos, e a violação da lei de bioética, pena de até três anos. |
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