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Atualizado às: 18 de abril, 2006 - 17h01 GMT (14h01 Brasília)
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Dieta mediterrânea 'diminui risco de demência'
Legumes e verduras orgânicos
Legumes são essenciais à dieta mediterrânea
Pessoas que seguem uma dieta saudável, no estilo mediterrâneo, podem reduzir em até 40% os riscos de desenvolver o Mal de Alzheimer, diz um estudo americano.

Pesquisadores do Columbia University Medical Center, nos Estados Unidos, analisaram as dietas e a saúde de 2,2 mil pessoas durante quatro anos.

O estudo foi incluído na publicação especializada Annals of Neurology.

A dieta mediterrânea, rica em frutas, legumes, cereais, peixe, vinho (em moderação), poucos laticínios e pouca carne, é tida como saudável há algum tempo.

Pontos

Os pesquisadores analisaram a saúde neurológica e a dieta dos participantes.

A alimentação dos voluntários recebeu pontos de acordo com uma escala. Quanto mais mediterrânea a dieta, mais pontos.

Durante o período de realização do estudo, 262 pessoas foram diagnosticadas com o Mal de Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que, para cada ponto adicional na escala, o risco de desenvolver Alzheimer diminui em 10%.

O grupo que acumulou menos pontos, ou seja, cuja dieta era pouco mediterrânea, apresentava maior probabilidade, ou mais risco, de desenvolver a condição.

Em um grupo intermediário, com uma dieta um pouco menos mediterrânea, os riscos de Alzheimer caíam entre 15% e 21%.

E as pessoas incluídas no grupo que acumulou mais pontos corriam 40% menos risco.

Os números se mantiveram mesmo após os pesquisadores terem ajustado os resultados levando em consideração fatores como a idade do participante, se ele fuma ou não, o sexo, a etnia, a educação, a quantidade de calorias consumidas e o peso.

Os pesquisadores admitem que fatores como a memória dos participantes – ao descreverem seus hábitos alimentares – podem influenciar o resultado da pesquisa.

Mas disseram que usaram uma técnica de avaliação de dietas de eficiência comprovada.

Comentando o estudo, Clive Ballard, diretor de pesquisas da Alzheimer's Society, na Grã-Bretanha, disse: "Este amplo estudo, (publicado) em uma revista importante, dá mais peso a evidências de que a dieta e o estilo de vida são fatores de risco muito importantes no Mal de Alzheimer".

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