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Atualizado às: 26 de dezembro, 2005 - 09h52 GMT (07h52 Brasília)
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Pílula pode reduzir risco de esclerose múltipla, diz estudo
Pílulas anticoncepcionais possuem hormônios
Tomar pílula anticoncepcional pode reduzir no curto prazo o risco das mulheres desenvolverem esclerose múltipla, sugeriu estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A pesquisa mostrou que a incidência de esclerose foi 40% inferior nas mulheres que tomaram a pílula em comparação às que não usaram o contraceptivo oral.

Os resultados estão de acordo com aqueles obtidos em estudos anteriores feitos com animais e que sugeriram que hormônios femininos podem adiar o desenvolvimento da esclerose múltipla ou o surgimento de seus sintomas.

O estudo, que levou três anos para ser concluído, foi publicado em Archives of Neurology.

Esclerose múltipla é uma doença inflamatória que causa uma gama de sintomas que vão da fadiga a dificuldades de movimentos, de fala e memória.

Gravidez

Os pesquisadores compararam 106 mulheres diagnosticadas com esclerose múltipla entre janeiro de 1993 e dezembro de 2000 com 1.001 outras mulheres sem a doença.

O estudo também constatou a ocorrência de um risco menor de esclerose múltipla durante a gravidez, mas um risco maior seis meses depois do parto, em comparação à incidência entre as mulheres que não estavam grávidas.

"Estes resultados são coerentes com estudos sobre os efeitos da gravidez em pacientes com esclerose múltipla e as alterações imunológicas associadas à gravidez", disseram os pesquisadores no artigo em Archives of Neurology.

O diretor do MS Trust da Grã-Bretanha, Chris Jones, disse que "já foi bem documentado que hormônios sexuais, tais como o estrógeno, podem influenciar o desenvolvimento da esclerose múltipla, como ficou evidenciado pela porcentagem mais alta de mulheres com esclerose múltipla em comparação aos homens, e no risco mais alto de esclerose múltipla em mulheres após a gestação".

Jones espera, contudo, mais pesquisas - para que sejam obtidas conclusões mais firmes.

"Como os próprios autores (deste estudo) comentam, outros fatores podem influenciar os resultados, tais como a gravidez durente o período subsequente ou se as mulheres que tomaram a pílula eram 'saudáveis' - por exemplo, não-fumantes e nem obesas", disse ele.

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