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Atualizado às: 23 de dezembro, 2005 - 04h49 GMT (02h49 Brasília)
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Sul-coreano forjou pesquisa sobre clonagem, dizem investigadores
Hwang Woo-suk
Pesquisas fizeram de Hwang herói nacional na Coréia do Sul
O cientista sul-coreano considerado pioneiro em técnicas de clonagem, Hwang Woo-suk, "fabricou" pelo menos parte de suas pesquisas, segundo um painel de investigadores do país.

O painel da Universidade Nacional de Seul concluiu que os resultados de uma pesquisa sobre células-tronco feitas "sob medida" e divulgada em junho deste ano foram "intencionalmente fabricados" e que o cientista visto como herói nacional na Coréia do Sul deve ser penalizado.

"Os dados de 2005 foram intencionalmente fabricados, não foi um erro acidental e isso constitiu uma grande falha de conduta", afirmou o chefe dos investigadores, Roe Jung-hye, em entrevista coletiva.

O estudo era considerado pioneiro, abrindo a possibilidade de cura para doenças degenerativas, como mal de Parkinson e a diabete.

As investigações do trabalho de Hwang começaram depois que alguns de seus colaboradores o acusaram de falsificar dados no estudo sobre as células-tronco embrionárias.

Segundo Roe, serão investigados outros trabalhos de Hwang, incluindo o que levou à criação do primeiro cachorro clonado do mundo, batizado de Snuppy.

Métodos antiéticos

As suspeitas sobre o trabalho de Hwang começaram quando ele mesmo admitiu ter usado óvulos de funcionárias, método considerado antiético, para realizar as suas pesquisas. Os questionamentos aumentaram, no entanto, com as acusações de falsificações de dados.

Em um artigo publicado em junho pela revista científica Science, Hwang alegava ter produzido 11 linhas de células-tronco de embriões humanos clonados, em uma nova técnica para "produzir" tecidos que se adaptariam perfeitamente ao DNA de um doador.

O painel de investigadores descobriu, no entanto, que a equipe de Hwang produziu apenas duas linhas de células-tronco.

A conclusão parece corroborar a acusação de um dos co-autores de Hwang no artigo publicado na Science, Roh Sung-Il. Na semana passada, Roh disse que pelo menos nove das 11 colônias de células-tronco descritas no artigo eram falsas.

De acordo com os especialistas, Hwang dividiu as células de um paciente em dois tubos de laboratório, e as apresentou como células clonadas a partir de embriões humanos que teriam sido combinadas com as células originais do paciente.

Pressionado pelas acusações do colega, Hwang admitiu na semana passada que as fotografias apresentadas continham "erros", mas insistiu que a pesquisa era verdadeira e que ele havia clonado 11 linhas de células-tronco.

Os investigadores não descartaram a validade dos resultados das pesquisas feitas com as duas linhas de células-tronco produzidas pela equipe de Hwang.

A polêmica tem chocado a sociedade sul-coreana, que via Hwang como alguém que havia lançado o país à liderança deste novo e competitivo campo da ciência.

Desde 2002, ele recebeu US$ 40 milhões em financiamentos apenas do Ministério de Ciência e Tecnologia.

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