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EUA rejeitam deixar controle da internet para ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os EUA rejeitaram nesta semana uma proposta da União Européia (UE) para dar às Nações Unidas o controle sobre a internet. As discussões sobre quem deveria ter o papel de policiar o tráfego na internet, administrar os nomes de domínio e garantir o fluxo do tráfego na rede já vêm acontecendo há tempos. O controle sobre a rede – administração do sistema de endereçamento e o encaminhamento do tráfego – tem sido historicamente o papel dos EUA, que financiaram e apoiaram seu desenvolvimento inicial. Atualmente, o Departamento de Comércio dos EUA aprova qualquer mudança ao sistema de endereçamento na internet, administrado pela organização internacional Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers). A questão deve ser discutida mais a fundo na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, em novembro na Tunísia. Mas em uma reunião pré-cúpula nesta semana os EUA disseram que resistiriam aos planos europeus. Na reunião, a UE defendeu que o controle sobre a internet deveria ficar a cargo de um organismo internacional mais representativo. Controle americano No mês passado, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Administração da Internet (WGIG, na sigla em inglês) publicou suas propostas para reformar a maneira como a internet é administrada. Os EUA argumentam que as propostas da ONU poderiam levar à mudança do controle da internet do setor privado para um controle estatal, imposto de cima para baixo. Mas muitos países, particularmente os países em desenvolvimento, pedem aos EUA para abrirem mão do controle sobre a rede, ou ao menos para chegarem a um acordo, para garantir que a internet seja administrada de maneira mais igualitária. Muitos fora dos EUA argumentam que nenhum país deveria ter autoridade sobre algo que tem um papel tão importante na economia global. A questão vem ganhando importância com muitos países em desenvolvimento buscando explorar a rede para desenvolvimento econômico e social. |
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