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Atualizado às: 10 de setembro, 2005 - 07h25 GMT (04h25 Brasília)
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Cientistas britânicos 'fecundam' óvulo sem usar espermatozóides
Cientistas esperam ter encontrado nova fonte de células-tronco
Cientistas da Grã-Bretanha anunciaram ter desenvolvido uma técnica para criar embriões humanos sem necessidade de fertilização ou clonagem.

A equipe pertence ao Instituto Roslin, da Escócia, o mesmo onde foi criada a ovelha "Dolly", o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta.

Os pesquisadores usaram óvulos doados por várias mulheres e os estimularam com impulsos elétricos e substâncias químicas.

As células, então, começaram a se multiplicar como um embrião sem a adição de materiais genéticos de espermatozóides ou de clones.

Os embriões resultantes dessa técnica foram chamados de partenotos, da palavra grega partenogenis ou "concepção virgem". Foram criados seis partenotos dos quais os cientistas esperam extrair células-tronco.

“Neste momento nós ainda não conseguimos obter células-tronco desses embriões, mas a nossa ambição continua sendo esta”, afirmou um dos autores do estudo, Paul de Sousa.

"Jogo de números"

A partenogênese (desenvolvimento de um ser vivo a partir de um óvulo não fecundado) ocorre naturalmente em pequenos animais. Insetos como abelhas e formigas dão origem assim a seus zangões. Algumas espécies de lagartos também se reproduzem dessa forma, embora seja mais raro.

Cientistas já haviam tentado introduzir partenotos em criaturas como ratos e macacos, mas a maioria dos experimentos resultou em anomalias.

Para que uma célula-tronco embriônica seja desenvolvida, um embrião precisa ter cerca de cem células. A equipe de cientistas de Edimburgo conseguiu cerca de metade disso.

“É um jogo de números”, disse Souza. “É apenas uma questão de oferta de tecido que possa ser submetido à experimentação.”

A equipe da Escócia utilizou cerca de 300 óvulos para obter seis blastócitos (células embrionárias que ainda não apresentam diferenciação).

Em uma reprodução normal, os óvulos perdem metade do seu material genético na preparação para receber o complemento masculino (contido no espermatozóide).

Na partenogênese induzida, os óvulos precisam ser tratados em laboratório de forma a reter todos os seus cromossomos. Um impulso elétrico é, então, usado para iniciar o processo de divisão embriônica.

Alguns cientistas argumentam que a partenogênese seria uma forma mais ética de obter células-tronco embrionárias já que pesquisas com embriões fertilizados geram polêmica dentro e fora da comunidade científica.

Outros, no entanto, vêem no grau de manipulação genética necessária um processo excessivamente complicado.

Para Souza, nesta fase inicial das pesquisas com células-tronco é preciso manter várias opções abertas.

“Eu acho que há muitas razões para estarmos envolvidos em linhas paralelas porque nós não sabemos se qualquer uma delas vai nos levar aonde queremos.”

O cientista também acredita que as pesquisas podem revelar detalhes de como os genes herdados da mãe e do pai se combinam no desenvolvimento do embrião para deixar as suas respectivas características genéticas.

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