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Atualizado às: 02 de junho, 2005 - 12h42 GMT (09h42 Brasília)
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Pesquisa identifica 'hormônio da confiança'
DInheiro
Pesquisa foi baseada na confiança em relação ao dinheiro
Cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, descobriram um hormônio que determina o grau de confiança que temos em amigos, amantes ou parceiros de negócios.

Os cientistas concluíram que a exposição à oxitocina pode levar as pessoas a ter mais confiança umas nas outras, segundo o estudo publicado na revista especializada Nature.

Os cientistas esperam que a descoberta possa ajudar no tratamento de pessoas com autismo, por exemplo, em que o relacionamento com os outros é um problema.

A oxitocina é uma molécula produzida naturalmente na área do hipotálamo, no cérebro, que regula uma série de processos fisiológicos, inclusive as emoções.

Ela também aje sobre outras regiões do cérebro que controlam comportamentos sociais e emocionais, como a amígdala.

Estudos animais mostraram ainda que a oxitocina está relacionada à ligação entre machos e fêmeas e mães e filhotes.

Estudo

A equipe de cientistas da Universdade de Zurique suspeitou que o hormônio poderia ter o mesmo efeito sobre os humanos e convidou 58 pessoas a participar de um "teste de confiança".

Os participantes foram dividos em dois grupos - um de "investidores" e outro de "bancos de investimento", em que o primeiro grupo tinha que decidir se e quanto deveria investir no segundo.

Os investidores receberam créditos para investir. Se eles demonstrassem confiança, investindo quase todos os créditos, os lucros obtidos com o "banco" poderiam ser maiores, mas o "banco", inicialmente, ficaria com toda a quantia.

A partir daí, caberia ao "banco" decidir se honraria a confiança do "investidor" dividindo o lucro igualmente com ele.

Se o "investidor" não investisse o dinheiro, ou investisse menos dinheiro, as chances de prejuízo seriam menores.

Cada participante atuou como "banco" e "investidor" em diferentes rodadas do jogo.

Ao fim do jogo, os créditos foram transformados em dinheiro.

Metade dos "investidores" e "bancos" receberam oxitocina por meio de um spray nasal.

Dos 29 participantes que receberam oxitocina, 13 (45%) demonstraram "confiança máxima" ao escolher investir quase todos os créditos, em comparação com apenas seis dos 29 que receberam um placebo (imitação do spray sem o hormônio).

Os cientistas, liderados por Ernest Fehr, afirmam que o resultado sugere que a oxitocina promove a interação social e não apenas encoraja as pessoas a assumirem riscos.

Segundo os pesquisadores, o hormônio atua ajudando a superar obstáculos como o medo de ser traído.

No artigo publicado pela revista Nature, a equipe afirma que "a oxitocina não aumenta a tendência a se comportar de maneira prosaica. Na verdade, o hormônio afeta especificamente a confiança dos 'investidores'".

Os cientistas acreditam que a descoberta pode ajudar pessoas com fobia social e autismo, entre outras doenças, que podem ser ligadas ao medo constante de situações sociais.

"Nossos resultados podem levar a mais pesquisas sobre o papel da oxitocina em várias doenças mentais com grande significado para a saúde pública."

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