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Atualizado às: 09 de março, 2005 - 15h51 GMT (12h51 Brasília)
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Transplante de células cura britânico com diabetes
injeção de insulina
Técnica poderá permitir tornar ultrapassada injeção de insulina
Um homem de 61 anos se tornou a primeira pessoa na Grã-Bretanha a ficar curado de diabete do tipo 1, graças a uma nova técnica de transplante de células.

Richard Lane recebeu células produtoras de insulina do pâncreas de doadores mortos e não precisa mais tomar injeções de insulina.

A diabetes do tipo 1 é aquela em que as células produtoras de insulina não conseguem mais fornecer a substância em quantidade suficiente.

A equipe de cientistas do King's College Hospital disse que a nova técnica é uma notícia altamente promissora para pessoas com esse tipo de diabetes.

No entanto, o procedimento ainda não é perfeito, e muitos pacientes que passaram pelo mesmo transplante continuam precisando receber reforços de insulina.

Inconsciência

Lane sofria de diabetes há 30 anos. Ele recebeu o primeiro transplante em setembro. Um mês depois recebeu o segundo, e o terceiro transplante ocorreu no fim de janeiro.

"Nunca me senti melhor nos últimos 30 anos", disse ele ao jornal The Guardian.

"Tenho que me beliscar para ter certeza de que não estou dormindo."

Ele contou que costumava ter ataques de baixo nível de açúcar no sangue que podiam levá-lo à inconsciência.

"Minha mulher temia quando eu saía pela porta de casa, porque poderia haver uma chamada da ambulância. Agora, faço meia hora de caminhada todos os dias e já perdi 9,5 kg", disse.

"Sou quase uma pessoa diferente."

No fígado

Outros dois pacientes que receberam o mesmo tratamento ainda precisam de pequenas doses de insulina.

Pesquisadores canadenses foram os primeiros a demonstrar que pessoas com diabetes do tipo 1 poderiam ficar livres de injeções de insulina depois desse tipo de tratamento.

Pessoas que sofrem de diabetes do tipo 1 não conseguem converter o açúcar do sangue em energia porque o hormônio que permite esse processo, a insulina, não é produzido pelas células do pâncreas.

No transplante, células saudáveis são retiradas do pâncreas de um doador e injetadas no fígado do paciente.

Lá, as células desenvolvem seu processo de fornecimento de sangue e começam a produzir insulina.

Falta de doadores

"As implicações para o futuro são enormes", disse a professora Stephanie Amiel, que lidera a unidade de diabetes do King's College Hospital.

"Em algum momento isso poderá representar o fim da dependência de insulina para todos os que sofrem de diabete do tipo 1."

No entanto, ela observou que há escassez de pâncreas de doadores, o que significa que eles não podem usar esse tratamento em todos os que sofrem desse tipo de diabetes.

Pesquisadores japoneses disseram recentemente que conseguiram transplantar células do pâncreas de um doador vivo.

Os cientistas também estão pesquisando formas de produzir mais dessas células usando células-tronco.

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