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Jovens com HIV nos EUA 'fazem mais sexo desprotegido' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Adolescentes americanos contaminados com o vírus HIV estão assumindo riscos maiores desde que foi criada uma nova droga que tem se mostrado eficaz no tratamento da Aids, afirmam pesquisadores da Califórnia. Os cientistas analisaram o comportamento de mais de 500 pacientes, comparando um grupo estudado antes da criação da nova droga com outro que foi estudado depois. O segundo grupo registrou um número maior de relações sexuais, de relações desprotegidas e de uso de drogas. Mas os cientistas afirmam que ainda é preciso fazer mais estudos para determinar se a introdução da Haart é a causa do aumento do risco assumido pelos jovens. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista especializada American Journal of Human Behaviour. Revolução O tratamento das infecções com o vírus HIV foi revolucionado nos anos 1990 com o desenvolvimento de uma terapia anti-retroviral conhecida como Haart. Ela consiste em uma combinação de drogas que mantém baixo os níveis do HIV no organismo, estendendo assim a vida dos pacientes. Os cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles compararam um grupo de 349 adolescentes contaminados com HIV e estudados entre 1994 e 1996 com outro de 175 jovens que foi estudado em 1999 e 2000. Os voluntários, em ambos os casos, vieram de Los Angeles, San Francisco, Nova York e Miami e traziam características étnicas e sócio-econômicas similares. O grupo pós-surgimento do Haart se mostrou duas vezes mais propenso a fazer sexo sem preservativos nos últimos três meses. Em média, estes jovens tiveram quase o dobro de parceiros sexuais que os do outro grupo, além de estarem mais sujeitos a terem feito sexo com alguém que usava drogas injetáveis. A pesquisa também sugere que as vidas de muitos adolescentes contaminados com o HIV não melhoraram com a disponibilidade do novo tratamento. O grupo pós-surgimento do Haart apresentou um estado de saúde pior, em média, do que o outro. Apenas 53% dos jovens que faziam parte deste grupo estavam fazendo esta terapia. |
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