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Imagens mostram mar congelado em Marte, dizem cientistas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas europeus anunciaram a existência de um enorme mar congelado que existe logo abaixo da superfície do planeta Marte. A conclusão foi tirada com base em imagens feitas da região do planeta vermelho conhecida como Elysium, que fica perto de sua linha equatorial. As imagens mostram a existência do gelo em uma área de 800 km por 900 km. Os cientistas acreditam que um evento de proporções catastróficas inundou a região cinco milhões de anos atrás, e depois tudo acabou ficando congelado. Eles dizem na próxima edição da revista científica Nature que sedimentos de poeira e cinza vulcânica cobriram o gelo, isolando-o e evitando que ele virasse vapor d’água por causa da ação das baixas pressões que são encontradas em Marte. Fraturas Já se sabia que grandes reservas de água congelada existiam nos pólos de Marte, mas, se esta descoberta for confirmada por análises posteriores, será a primeira constatação do gelo em uma região com uma latitude tão baixa do planeta. “Já se previa há bastante tempo que se encontraria água próxima da superfície de Marte e perto da linha do Equador”, disse Jan-Peter Muller, da University College London, uma universidade britânica. “Esta é uma área onde há muitas características típicas de rios, mas ninguém havia visto um mar antes, e certamente ninguém havia visto blocos de gelo”, disse Muller. A interpretação dos cientistas é baseada em imagens feitas pela câmera estéreo de alta resolução a bordo da espaçonave Mars Express, lançada pelo programa espacial europeu. Elas mostram áreas extensas onde são encontradas formações que lembram placas de gelo que existem nas regiões polares da Terra. Cinzas e poeiras O achado de gelo exposto no Equador marciano seria improvável. Pressões muito baixas em ação no planeta teriam levado à sua sublimação – o gelo seria transformado, com o tempo, diretamente em vapor d’água. Mas os cientistas europeus, liderados por John Murray, da Open University britânica, dizem na Nature que uma crosta de poeira e cinzas vulcânicas, talvez com uma espessura de uns poucos centímetros, evitou que isso acontecesse. “O argumento é de que a água fluiu em algum tipo de gigantesco evento catastrófico”, disse Muller. “Blocos de gelo se formaram sobre aquela água e se quebraram, e então tudo de congelou.” “Em seguida, grandes quantidades de poeira caíram sobre a área. A poeira atravessou a água e se depositou sobre os blocos de gelo.” Mais dados vão ser precisos para confirmar a teoria, mas alguns cientistas já disseram que consideram o argumento plausível. |
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