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Antidepressivos na gravidez 'podem afetar bebê' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os bebês de mães que usam uma determinada classe de antidepressivos, da qual fazem parte remédios como o Prozac (fluoxetina) e o Zoloft (sertralina), correm o risco de nascer com sintomas da síndrome de abstinência neonatal, de acordo com uma pesquisa da Universidade de La Laguna, na Espanha. Esses remédios são chamados inibidores específicos da recaptação da serotonina, ou ISRS. Segundo os cientistas, que publicaram o estudo na revista The Lancet, os organismos dos bebês podem ficar acostumados com os medicamentos. Após o nascimento, quando não ingerem mais as substâncias, os bebês apresentam sintomas que incluem convulsões, irritabilidade, choro anormal e tremores. Os pesquisadores recomendam que médicos evitem prescrever ISRS a mulheres grávidas. Padrão Esses medicamentos tornaram-se um padrão para o tratamento de depressão nos últimos sete anos. Já se sabia, por exemplo, que a suspensão do uso do medicamento pode causar determinados sintomas no paciente. Os pesquisadores espanhóis analisaram dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre reações adversas a medicamentos em casos de convulsão neonatal e síndrome de abstinência neonatal associada ao uso dos antidepressivos. Eles constataram que foram notificados em novembro de 2003 um total de 93 casos de uso de ISRS associados a convulsão neonatal ou síndrome de abstinência. Além do princípio ativo do Prozac e do Zoloft, casos foram registrados em bebês de usuárias de remédios à base da substância citalopram e paroxetina. O chefe da pesquisa, Emilio Sanz, disse que "os resultados sugerem que os sintomas de abstinência podem ser um problema maior para paroxetina do que para outras drogas". "A paroxetina não deveria ser usada na gravidez ou, se usada, deveria ser recomendada a dose mais baixa possível." Segundo o médico, os outros devem ser usados com mais cautela. Também em artigo no Lancet, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, disseram que seria errôneo acreditar que a síndrome de abstinência está associada apenas ao uso de paroxetina. O pesquisador Vladislav Ruchkin disse que espera ver se o estudo espanhol reflete um pequeno problema para um antidepressivo em particular ou mais evidências de um conjunto de problemas graves ligados, por exemplo, ao uso desses antidepressivos por jovens. Segundo Ruchkin, "de um ponto de vista extremamente pessimista, estes relatórios podem, em conjunto, prenunciar o começo do fim para a incontestável hegemonia dos SSRIs na última década". |
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