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Atualizado às: 21 de janeiro, 2005 - 11h31 GMT (09h31 Brasília)
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QI baixo pode aumentar risco de suicídio, sugere estudo
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Estudo relacionou QI ao risco de suicídio entre jovens
Jovens inteligentes são menos propensos a cometer suicídio, segundo cientistas britânicos e suecos.

Segundo um estudo, jovens que obtiveram pontos abaixo da média em testes de inteligência têm de duas a três vezes mais chances de se suicidar.

Os cientistas analisaram cerca de 1 milhão de homens de 18 anos que foram recrutados para servir o Exército, durante um período de até 26 anos.

Em relatório publicado no British Medical Journal, os pesquisadores dizem que problemas durante a infância também podem ser uma das causas que levam as pessoas a tirar suas próprias vidas.

O suicídio corresponde a 20% de todas as mortes de pessoas entre 15 e 24 anos e é a segunda maior causa de morte entre jovens, depois da morte acidental, segundo a Samaritans, uma entidade que presta serviço de ajuda por telefone.

Cerca de 19 mil jovens tentam se suicidar todos os anos, e 700 desses acabam morrendo.

Índice

De acordo com a organização de caridade Mind, enquanto meninas entre 15 e 19 anos são as que mais tentam suicídio, são adolescentes do sexo masculino que mais morrem após a tentativa.

Entre 1971 e 1998, a taxa de suicídio entre mulheres na Inglaterra e no País de Gales caiu praticamente pela metade, enquanto a taxa entre os homens no mesmo período quase dobrou.

David Gunnell, da Universidade de Bristol e autor da pesquisa, disse que já havia evidências sugerindo a relação entre o QI de uma pessoa e desordens psiquiátricas como esquizofrenia e depressão.

"Mas eram poucos os estudos que relacionavam a inteligência e o suicídio", disse ele. "Esse é o maior deles a analisar o assunto."

Segundo Gunnell, o grupo de pessoas que teve melhor performance em testes de lógica, idiomas e habilidades técnicas apresentaram risco reduzido de suicídio.

A principal ligação foi observada nas notas obtidas nos testes de lógica, em que o risco de suicídio era três vezes maior com aqueles que tiveram as menores pontuações.

Infância

Os recrutas que não foram bem nos testes e que tinham pais com boa educação também surgiram como um grupo com grande risco de suicídio.

Os pesquisadores acreditam que influências no desenvolvimento do cérebro durante a infância podem aumentar o risco de doenças mentais e, conseqüentemente, de suicídio.

Eles também acreditam que crianças que presenciam crises e que não conseguem lidar com elas correm mais risco.

"A inteligência pode ter um impacto nas chances que uma pessoa tem na vida, como o trabalho que consegue, a segurança financeira e a possibilidade de se casar", diz Gunnell. "Todos esses são fatores que podem influenciar o risco de suicídio."

Sarah Nelson, dos Samaritans, disse que a pesquisa é uma boa fonte de informação.

"As pessoas que não vão bem em testes de inteligência podem ser menos aptas a resolver problemas, e isso pode ser um fator", diz ela.

Sophie Corlett, da Mind, disse que também é preciso levar em conta que as pessoas cometem suicídio por várias razões, e que talvez essas razões sejam diferentes conforme o nível intelectual.

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