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Especialista britânico alerta contra uso de celular por crianças | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os pais devem se certificar de que os seus filhos usem telefones celulares apenas quando necessário por causa dos potenciais riscos à saúde, adverte um especialista britânico nesta terça-feira. O mais recente estudo do cientista William Stewart lembra às pessoas que, embora ainda não existam provas de que os celulares são prejudiciais à saúde, devem ser tomadas precauções. Há cinco anos, Stewart já havia dito que as crianças só deveriam usar estes aparelhos em casos de emergência. Mas o especialista, que integra um órgão de proteção radiológica da Grã-Bretanha, teme que esta orientação tenha sido ignorada. Uma em cada sete crianças entre sete e dez anos de idade possuem hoje um telefone celular - o dobro dos níveis de 2001. O relatório de William adverte que se os telefones celulares forem prejudiciais à saúde, as crianças estarão inevitavelmente sob risco. Também há um pedido para revisar o processo de concessão de planejamento para mastros. William disse à BBC que não há evidências absolutas de que telefones celulares fazem mal, mas vários estudos levantaram graves preocupações. Seria errado permitir que crianças com menos de oito anos de idade utilizam telefones celulares regularmente, disse ele. "Eu certamente não gostaria que meus netos utilizassem telefones celulares mais do que o necessário", disse Lawrie Challis, que participou do relatório feito por Stewart e hoje dirige o programa de pesquisa de telecomunicação móvel e saúde. "Prejudicial" No ano passado um estudo realizado pelo Instituto Karolinska, da Suécia, com 750 pessoas, sugeriu que o uso de celulares durante dez anos quadruplica o risco de tumores no ouvido. Um estudo holandês sugeriu que celulares podem afetar o funcionamento do cérebro e outras pesquisas na europa indicaram que a radiação desse tipo de telefone pode causar danos ao DNA. Adam Burgess, da Universidade de Kent, na Grã-Bretanha, publicou pesquisa há um ano rejeitando alegações de que telefones celulares são prejudiciais. Burgess disse que não sabe porque estes mais recentes alertas estão estão sendo feitos, eles são exatamenta os mesmos feitos há cinco anos. "Pode haver algum risco desconhecido que pode surgir em algum momento no futuro, mas nós temos que pesar isto em relação aos benefícios de usar os aparelhos." Mike Dolan, diretor-executivo da associação de operadores de telefonia móvel, disse que há boas razões para as crianças andarem com celulares. |
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