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Atualizado às: 11 de janeiro, 2005 - 00h31 GMT (22h31 Brasília)
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Coração mais forte faz mulher viver mais, diz pesquisa
senhora idosa
Em média, mulheres vivem cinco anos mais que homens
As mulheres podem estar vivendo mais do que os homens porque têm corações mais fortes, indica uma pesquisa feita na Grã-Bretanha.

Uma equipe da Universidade Liverpool John Moores descobriu que o coração dos homens perdem até um quarto de seu poder de pulsar entre os 18 e os 70 anos.

No entanto, pouco muda no coração das mulheres entre os 20 e os 70 anos, de acordo com estudo feito com 250 pessoas.

Os pesquisadores dizem que a diferença pode explicar por que as mulheres vivem, em média, até cinco anos mais do que os homens.

Fluxo

Cada voluntário da pesquisa passou por cinco horas de testes de composição do corpo, pressão arterial e desempenho do coração.

As grandes artérias se tornam mais rígidas e menos elásticas com a idade, o que leva a um aumento da pressão arterial quando em descanso ou durante exercícios.

O fluxo de sangue para os músculos e para a pele também se reduz progressivamente, segundo a equipe. Isso ocorre mais cedo nos homens, mas as mulheres apresentam as mesmas transformações depois da menopausa.

No entanto, o pesquisador-chefe, professor David Goldspink, disse que a diferença na força do coração é o fato mais interessante.

"Essa diferença dramática de gênero pode explicar por que as mulheres vivem mais do que os homens", disse.

No entanto, ele acrescentou que outras pesquisas mostram que os homens podem melhorar a saúde.

'Melhora'

Ele constatou que o coração de atletas veteranos são tão fortes quanto os de um homem de 20 anos que não pratica atividades.

"Se os homens se esforçarem, podem preservar a força e o desempenho de seus corações envelhecidos", disse Goldspink.

Segundo o professor, as pessoas precisam de mais informações sobre os benefícios que podem obter em resposta a diferentes níveis de atividade física.

A diretora do centro de estudos britânico International Longevity Centre UK, Suzanne Wait, saudou a pesquisa, mas observou que as mulheres ainda morrem de doenças cardíacas.

Na Grã-Bretanha, uma em cada seis mortes de mulheres é causada por doenças coronarianas, a principal forma de doença cardiovascular, segundo estatísticas da British Heart Foundation.

"É importante ter em mente que, mesmo que esse estudo seja verdadeiro, não se reconhece com freqüência que as mulheres também têm doenças cardiovasculares", disse Wait.

"Ainda é a maior causa da morte de mulheres."

Belinda Liden, diretora de informação médica da British Heart Foundation, levantou dúvidas em relação ao estudo.

"Os autores discutem a questão da inatividade entre homens, mas na população britânica em geral, as mulheres são menos ativas do que os homens", disse Liden.

Segundo Liden, no caso da Grã-Bretanha, as mulheres tendem a desenvolver doenças coronarianas cerca de dez anos depois dos homens.

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