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Cientistas criam tubo para exames 'que imita ação de vermes' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas estão desenvolvendo uma nova maneira de fazer exames internos em pacientes, baseada no movimento de vermes. Segundo eles, o novo método seria mais confortável do que os existentes hoje em dia. Em uma endoscopia, um tubo longo e flexível é colocado dentro do corpo, o que pode ser desconfortável ao paciente. Mas uma equipe da Escola Superior de Sant'Anna, em Pisa, na Itália, descobriu que um verme bastante encontrado em regiões litorâneas pode oferecer um modelo de exame mais confortável. Segundo eles, o aparelho baseado nesse verme conseguiria se infiltrar sozinho e não teria de ser forçado para dentro do corpo. Protótipo O grupo desenvolveu um modelo do equipamento que imita a movimentação ondulada do verme. O protótipo recebeu o nome de Bioloch Ist. O verme, que é normalmente usado como isca de pesca, se movimenta em ambientes úmidos contendo grandes quantidades de materiais sólidos e semi-sólidos - similares com a estrutura normalmente encontrada no corpo humano. O protótipo consiste em uma simples imitação do verme, com uma espinha central flexível e pequenas nadadeiras que aparecem em ambos os lados. A equipe está trabalhando em uma versão mais avançada em que as nadadeiras possam se mexer, assim como acontece com a espinha. Eles também estudam a possibilidade de motorizar o equipamento. "A idéia é desenvolver um substituto para o endoscópio digestivo, que é largo e rígido e precisa ser empurrado para dentro do corpo do paciente. Se você pode infiltrar o aparelho ao invés de colocá-lo à força, é possível reduzir a força e diminuir as chances de danos aos órgãos internos dos pacientes", disse Paolo Dario, que lidera a pesquisa. "Nós fomos atrás de um modelo na natureza e escolhemos este verme porque ele é capaz de 'nadar' com facilidade por ambientes sem estrutura organizada." Ele disse que o modelo ainda é lento, porque leva 30 minutos para atingir o intestino grosso, enquanto a endoscopia tradicional leva cerca de dez minutos. "Este verme que aparece mais em ambientes litorâneos tem várias maneiras de se mover, já que pode ficar parado e apenas mover as nadadeiras, por exemplo, o que o torna mais versátil e com maior controle do que o verme que vive na terra", afirma Julian Vincent, da Universidade de Bath, que também participa do estudo. "Então as chances são de que um robô baseado neste modelo seja mais versátil e mais rápido." |
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