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Canhotos são melhores de briga, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os canhotos são melhores de briga, o que pode explicar a sobrevivência deles, segundo um estudo da Universidade de Montpellier, na França, publicado na revista especializada Proceedings B. Os cientistas franceses acreditam que essa vantagem seria a explicação para a existência dos canhotos na sociedade atual, mesmo com um risco maior de contrair algumas doenças. Segundo a equipe que participou do estudo, os canhotos levam vantagem em esportes como esgrima, tênis e beisebol. Os cientistas dizem que esses esportes são "casos especiais de luta - com regras rígidas, incluindo a proibição de matar ou machucar intencionalmente o oponente". No entanto, esse fato os levou a especular que os canhotos também teriam vantagem em contextos mais agressivos, como guerras, e, portanto, sociedades mais violentas teriam uma maior incidência de canhotos. Pesquisa Os pesquisadores analisaram dados de oito grupos tradicionais de países como República Dominicana, Camarões, Burkina Fasso, Gabão e Papua Nova Guiné. Eles compararam as taxas de homicídios com a quantidade de canhotos presentes na população. O grupo analisado em Burkina Fasso tinha uma taxa de homicídio equivalente a um morto a cada 100 mil pessoas e apenas 3% de canhotos. Mas o grupo de Papua Nova Guiné tinha cerca de três homicídios a cada mil pessoas e uma taxa de canhotos de 20%. Outro lado "A vantagem dos canhotos em luta é a mesma que se vê em jogadores de tênis, beisebol e críquete", diz Chris McManus, professor de psicologia da Universidade College London e que fez um estudo sobre os prós e os contras de ser canhoto. McManus diz não acreditar, porém, que essa força de combate garanta a sobrevivência dos canhotos em sociedade. "A explicação deve ser mais complexa que isso", diz ele. O professor afirma que a explicação mais plausível da sobrevivência de canhotos seja que as sociedades precisam de pessoas com qualidades e habilidades diferentes. Ele também acrescentou que o estudo realizado pela universidade francesa analisou muito pouca gente, o que pode prejudicar suas conclusões. |
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