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Descoberto 'gene que controla primeira respiração' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas americanos identificaram o gene que controla a primeira respiração dos bebês. O gene Foxa2 controla outros genes que permitem que os pulmões do feto se desenvolvam durante a gravidez e funcionem no nascimento. Os especialistas do hospital infantil Children's Hospital Medical Center, de Cincinnati, dizem que sua pesquisa pode levar a um melhor tratamento para bebês prematuros com problemas no pulmão. O estudo pode também fazer avançar o tratamento de crianças e adultos com distúrbios pulmonares, segundo os cientistas. Fluido Os pulmões só amadurecem completamente no último trimestre de gravidez e é por isso que os bebês podem ter problemas respiratórios quando prematuros. Os pulmões de um bebê prematuro normalmente não têm quantidades suficientes de uma substância chamada surfactant – um fluido químico que impede a ruptura dos pequenos brônquios e que também permite que os pulmões se abram quando o recém-nascido começa a respirar. Os pesquisadores criaram ratos com e sem o gene Foxa2. Eles constataram que os ratos que não tinham o gene desenvolveram todos os sintomas da síndrome de dificuldade respiratória no primeiro dia de vida e morreram poucas horas depois do nascimento. Os poucos que sobreviveram acabaram desenvolvendo sintomas de asma e de enfisema. Os ratos que tinham o gene Foxa2 sobreviveram normalmente. Tratamento "Demonstramos que o Foxa2 regula um grupo de genes que estabiliza a produção de surfactant, necessário à transição do útero para a respiração do ar e para proteger os pulmões de doenças, infecções bacterianas e outras doenças", disse o médico Jeffrey Whitsett, que chefiou a pesquisa. "Foi surpreendente ver que apenas um gene era capaz de orquestar tantos aspectos da função pulmonar que sabemos ser decisiva no momento do nascimento". "A descoberta desse gene e a compreensão de como funciona podem levar a novos tratamentos de bebês prematuros e para crianças e adultos que sofrem de doenças pulmonares ou ferimentos." Segundo Richard Russell, da British Thoracic Society, "a genética é uma área vital para a medicina respiratória". "A pesquisa genética já foi feita em relação a doenças como asma e obstrução crônica dos pulmões, mas são precisos mais recursos para pesquisa de tal forma que se possa descobrir como a genética afeta os pulmões", disse ele à BBC News Online. "Isso vai nos ajudar a identificar problemas genéticos e desenvolver novas alternativas de tratamentos para doenças pulmonares no futuro." |
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