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Suécia testa navio 'mais invisível' do mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Marinha da Suécia está testando um novo navio de guerra que, acredita-se, será o mais "invisível" já construído. Desde que o primeiro radar foi inventado na Grã-Bretanha, durante a Segunda Guerra Mundial, militares vêm tentando encontrar maneiras de driblar os rastreamentos. A Força Aérea americana inventou a primeira aeronave "invisível", o avião espião U-2, em 1954. Dez anos depois, mostrou ao mundo o Lockheed Blackbird. Ambos os aviões foram projetados de maneira a manter suas "marcas" de radar em um nível mínimo. Agora, arquitetos navais suecos apresentam uma forma semelhante de enganar os radares. A primeira corveta Visby, criada pelo estaleiro Kockums, acaba de completar seus primeiros testes com a Marinha Real da Suécia.
Igual à Fórmula 1 O navio começará a ser usado em janeiro de 2005 e abrirá caminho para quatro outras embarcações semelhantes. O Visby é praticamente todo feito de fibra de carbono, o mesmo material usado nos chassis de carros de Fórmula 1 e nos cascos de barcos de competição. A fibra de carbono é mais leve que o aço. Por isso, o Visby, com 600 toneladas, tem metade do peso de uma corveta tradicional. Seu desenho angulado permite a emissão de um mínimo da chamada assinatura-radar, também conhecida como cross-section.
Seu canhão de 57 milímetros também pode ser recolhido para reduzir ainda mais as marcas de radar. "O navio é capaz de reduzir sua cross-section em 99%", disse à BBC John Nilsson, um dos desenhistas responsáveis pelo projeto. "Isso não significa que ele é 99% invisível, mas sim que diminuímos o seu espectro de detecção." Ou seja, se o Visby estiver a 100 quilômetros de uma embarcação inimiga, ele pode identificá-la em seu radar, mas não será detectado. O navio sueco é capaz de chegar a 30 quilômetros de outro navio sem ser percebido. 'Sobrevivência' Um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, no entanto, questionou a "capacidade de sobrevivência" de navios feitos de fibra de carbono, argumentando que eles talvez não consigam lidar com as condições dos oceanos.
Nilsson afirmou que o Visby foi projetado para navegar em águas costeiras, mas seus aspectos técnicos têm sido satisfatórios até agora. "Não é muito uma questão de material. É uma questão de tamanho", afirmou. "Qualquer navio com menos de 100 metros vai naufragar se for atingido por um míssil de superfície moderno." O novo navio pode ser controlado por computadores sofisticados que usam o programa Windows NT, mas tanto o estaleiro Kockums quanto a Marinha sueca negam que ele possa ser sabotado pela ação de hackers. Segundo Stephen Saunders, editor da revista especializada Jane's Fighting Ships, navios nunca serão completamente invisíveis. "Muitos submarinos modernos são muito difíceis de serem detectados, mas sempre será complicado para uma embarcação de superfície chegar ao mesmo nível." EUA e Grã-Bretanha Nos Estados Unidos, designers estão desenvolvendo uma frota do chamado destróier DD(X), que deve começar a operar em 2011. O grupo Nothrope Grumman Ship Systems está liderando um consórcio que vai receber US$ 2,8 bilhões para construir navios futuristas. Segundo o porta-voz do grupo, Brian Cullin, o destróier vai ajudar a Marinha americana a economizar "uma fortuna", pois precisa de 200 marinheiros a menos do que os atuais navios da classe Arleigh Burke e tem um poderio de fogo mais eficaz. "Na guerra contra o Iraque, no ano passado, a Marinha estava disparando Tomahawks de US$ 1 milhão cada", afirmou. "Projéteis para o DD(X) vão custar muito menos, além do fato de o navio ser capaz de disparar um grande volume em um espectro muito mais amplo." A Marinha Real britânica também deve colocar em funcionamento uma nova linha de navios "invisíveis". O HMS Daring, o primeiro dos destróieres Type 45, já está sendo fabricado em Glasgow, na Escócia, e deve ser lançado em 2007. |
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