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Atualizado às: 08 de junho, 2004 - 10h56 GMT (07h56 Brasília)
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Status social é elixir da juventude, diz cientista britânico
Renée Zellweger recebe o Oscar de atriz coadjuvante
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A posição social de uma pessoa pode ser mais importante para a longevidade que sua alimentação e seu estado de saúde, segundo um livro que deve ser lançado em agosto na Grã-Bretanha.

Seu autor, o professor de epidemiologia e saúde pública Michael Marmot, da University College London, vem estudando as diferenças na expectativa de vida há quase 30 anos.

Neste livro, Status Syndrome ("Síndrome do Status", em tradução livre), Marmot defende que a saúde e a duração da vida são bastante influenciadas pelas conquistas que cada um realiza.

Assim, segundo ele, uma pessoa que concluiu um doutorado vive mais que aquelas com mestrado, que, por sua vez, têm uma vida mais longa que quem obteve apenas o grau superior.

Estudos realizados por Marmot também mostram que atores que ganharam o Oscar vivem uma média de três anos mais que aqueles que foram indicados, mas perderam o prêmio.

Hierarquia

Nos anos 60, Michael Marmot realizou o que hoje é conhecido como Estudo Whitehall, em que analisou a saúde dos servidores públicos de Londres.

Expectativa de vida no mundo
1. Japão - 81,3
2. Suécia - 79,9
3. Canadá - 79,2
4. Espanha - 79,1
5. Suíça e Austrália - 79,0
7. Israel - 78,9
8. Noruega e França - 78,7
10. Itália - 78,6
15. Grã-Bretanha - 77,9
18. EUA - 76,9
Programa de Desenvolvimento da ONU

Na ocasião, ele descobriu que quanto melhor o posto de cada um, melhor o estado de saúde.

"Está claro que uma boa posição na sociedade ajuda a ter uma saúde melhor", diz ele. "Aquelas que estão no topo vivem mais."

Para Marmot, a posição hierárquica é influenciada por dois fatores: o quanto uma pessoa controla a própria vida e o papel que desempenha na sociedade.

"Os cuidados médicos, o fumo e a alimentação são importantes, mas são apenas parte da história", afirma.

Dinheiro

Segundo o professor, fatores econômicos têm um impacto pequeno.

"Mais dinheiro não significa mais saúde", diz Marmot, argumentando que países relativamente pobres, como Grécia e Malta, apresentam taxas de expectativa de vida mais alta do que nações ricas, como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

O Japão é, atualmente, o país com maior expectativa de vida – 81,3 anos – comparada com 77,9 anos na Grã-Bretanha e 76,9 anos nos Estados Unidos. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a expectativa de vida para as mulheres é de 74,9 anos, enquanto para os homens esse valor é de 67,3.

Para Marmot, a diferença se deve ao fato de a sociedade japonesa ser muito mais coesa, com menos violência e uma população carcerária menor.

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