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Atualizado às: 13 de abril, 2004 - 15h45 GMT (11h45 Brasília)
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Pesquisadores descobrem segundo rosto no Santo Sudário
Manto de Turim
A parte posterior do manto ficou oculta até 2002
Um novo estudo sobre o manto em que supostamente foi envolvido o corpo de Jesus Cristo após a crucificação – o santo sudário – trouxe mais mistério para a peça.

Foi descoberta a sombra de uma segunda imagem da face de um homem na parte de trás do lençol de linho, de acordo com relatório publicado pelo Instituto de Física de Londres.

A autenticidade do manto – que está em Turim, na Itália – já foi colocada em dúvida. A parte de trás do lençol raramente foi vista pois estava sob um pedaço de pano costurado por freiras em 1534, depois que ela foi danificada por fogo.

Mas a parte de trás foi exposta durante um projeto de restauração, em 2002.

Imagem apagada

Um professor da Universidade de Pádua, na Itália, Giulio Fanti, acredita que viu uma "imagem fraca" em fotografias de seu projeto e decidiu investigar mais o assunto.

"Embora a imagem esteja bem apagada, características como nariz, olhos, barba e bigode estão claramente visíveis," disse Fanti.

"Há algumas leves diferenças em relação ao rosto conhecido. Por exemplo, o nariz na parte de trás mostra ambas as narinas, ao contrário da parte da frente, em que a narina direita é menos evidente", afirmou ele.

Fanti rejeitou alegações de que a imagem na parte de trás do manto confirma que ele é falso – com a tinta vazando da frente para a parte de trás.

"Este não é o caso em relação ao manto. Nos dois lados a imagem do rosto é superficial, envolvendo apenas as fibras mais externas de linho," disse Fanti.

"É extremamente difícil fazer uma falsificação com essas características."

Mistério

Essas descobertas são as mais recentes na controvérsia que cerca o manto desde que ele foi fotografado pela primeira vez, há mais de 100 anos.

Testes para verificar a idade do manto através do isótopo de carbono 14, realizados em 1979 e depois em 1998, sugeriram que o manto era falso.

Em um estudo em 1988, cientistas de três universidades concluíram que o tecido havia sido produzido entre 1260 e 1390, e que não se tratava do manto que envolveu o corpo de Jesus Cristo.

Isso levou a um espetáculo constrangedor para o Cardeal de Turim, Anastasio Alberto Ballestrero, que acabou admitindo que o manto era falso.

Mas, desde então, surgiram dúvidas sobre a confiabilidade da técnica de datação com carbono 14.

Em 1997, um arqueólogo suíço que passou 16 anos estudando o manto disse que novos testes provaram sua autenticidade acima de qualquer dúvida.

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