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Empresas querem construir aspiradores de CO2 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Duas empresas de Tucson, no Arizona, estão tentando construir um sistema de remoção de gás carbônico (CO2) da atmosfera, em um esforço para reduzir o chamado efeito estufa. A primeira unidade deverá estar pronta no início de 2005. Cientistas têm discutido o chamado "limpador de ar" como conceito, mas esta é a primeira vez que alguém tenta construir um. Detalhes da pesquisa foram publicados na revista Chemistry & Industry. Aspirador de CO2 Allen Wright - da Global Research Technologies - e seu irmão Burton Wright - da Kelly, Wright Associates – decidiram combinar a especialização das duas empresas para construir uma estrutura capaz de aspirar e guardar o dióxido de carbono, considerado a principal causa do aquecimento da Terra por cientistas. O sistema tem como objetivo processar grandes quantidades de ar e devolvê-las à atmosfera com baixa concentração de gás carbônico. A diferença dos atuais filtros de gás carbônico é que o que eles pretendem construir não precisa estar perto da fonte de emissões. Alguns pesquisadores acreditam que os "limpadores de ar" podem ser um elemento-chave em futuros acordos para reduzir a concentração atmosférica de gases que provocam o efeito estufa, para reduzir o aquecimento global. O projeto ainda está em sua fase inicial e engenheiros ainda trabalham no desenho do futuro limpador. A única coisa decidida é que ele terá uma área de 10 metros quadrados para a entrada de ar. Conceito "O principal objetivo do projeto é demonstrar que é técnica e economicamente viável fazer isso", afirma Allen Wright. Ele acrescenta que o CO2 aspirado da atmosfera poderia ser fornecido à indústria petroleira para uso no processamento do petróleo residual. O "limpador de ar" também poderia encontrar aplicações comerciais nas empresas envolvidas no comércio de emissões – um sistema criado para a compra e venda do direito de poluir. Uma das idéias que o filtro aspire ar e o coloque em contato com uma solução de hidróxido (provavelmente hidróxido de sódio), para remover o gás carbônico. O hidróxido reage com o dióxido de carbono e produz carbonetos. O problema é que é necessário usar uma grande quantidade de energia para, porteriormente, separar o CO2. Rascunhos Nem todo mundo acredita que o projeto vai dar certo. "Não acho que vai funcionar", afirma o enegenheiro químico Howard J. Herzog, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Baseado em seus próprios cálculos, Herzog diz que o que viu até agora do projeto mostra que o sistema que está sendo criado não vai ser viável em termos de custo de energia. "Vai ser preciso gastar muita energia para limpar o CO2", afirma ele.
A equipe responsável pelo projeto concorda que reduzir os custos é o maior desafio, mas acredita que isso é contornável. Eles discutem ainda a melhor forma de tirar vantagem dos ventos para aumentar a entrada de ar nos filtros. "O aspirador poderia ter a forma de uma cortina veneziana, ou poderia ser uma placa com buracos de tamanhos diferentes, ou ainda com a superfície irregular", diz Donovan Kelly. Para ele, os volumes de hidróxido também poderiam ser diferentes em diferentes níveis do sistema. "A química e a teoria envolvidas neste projeto mostram que ele pode ser feito. Ele já é feito em pontos de controle de emissão em fábricas. Só estamos tentando fazer o mesmo com níveis mais baixos de concentração", afirma Burton Wright. Alguns especialista acreditam na nova tecnologia porque a dependência global de combustíveis fósseis não deve ser reduzida no curto prazo. Allen Wright diz que é a favor do desenvolvimento de fontes alternativas de energia, mas, no meio tempo, ele acredita que os limpadores de ar podem se tornar uma alternativa economicamente viável para filtrar a atmosfera. |
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