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Atualizado às: 26 de fevereiro, 2004 - 11h58 GMT (08h58 Brasília)
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Cientistas questionam teoria dos radicais livres
laboratório
Radicais livres são associados com o câncer
Cientistas britânicos questionaram uma teoria amplamente aceita para a causa de doenças como o câncer e artrite.

Muitos especialistas acreditam que moléculas chamadas radicais livres, produzidas quando o organismo luta contra infecções, causam danos aos tecidos do corpo.

Drogas foram criadas para conter esses excessos e prevenir danos.

Pesquisadores da University College of London, no entanto, sugerem que a teoria pode estar incorreta.

A teoria, publicada na revista científica Nature, defende que, porque as moléculas são capazes de causar esses danos aos tecidos, elas podem ser um fator que contribui para um grande leque de doenças.

Teoria aceita

E não são apenas o câncer e a artrite, mas também danos aos vasos sanguíneos que podem causar doenças cardíacas.

A teoria tem orientado a indústria farmacêutica desde os anos 70, e substâncias como vitaminas E e C são consideradas saudáveis porque elas atacam os radicais livres.

No entanto, a equipe de cientistas britânicos afirma que sua pesquisa prova que a evidência na qual a primeira teoria se baseou está equivocada.

O pesquisador Tony Segal disse que ''células de glóbulos brancos produzem radicais livres de oxigênio, e esse processo é essencial para matar os micróbios''.

''As pessoas onde o processo é deficiente, no entanto, estão mais sujeitas a infecções severas, crônicas e geralmente fatais.''

Teoria proposta

''Nosso trabalho conclui que a teoria básica sobre a toxidade dos radicais está equivocada.''

Segundo a nova teoria, não são os radicais livres que dão o poder destrutivo aos glóbulos brancos, mas sim enzimas que devoram invasores.

Eles descobriram que a produção dessas enzimas é iniciada por um fluxo de potássio mineral dentro da célula.

Quando o fluxo é bloqueado, usando uma substância química derivada de um veneno de escorpião, as células se tornavam incapazes de matar os invasores do organismo.

Isso mostraria que radicais livres não são as partículas tóxicas que se pensava.

Segal acredita que a indústria farmacêutica deve reavaliar suas terapias relacionadas aos radicais livres.

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