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Atualizado às: 23 de fevereiro, 2004 - 10h49 GMT (07h49 Brasília)
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Demissão de colegas piora saúde de quem fica no emprego, diz estudo
Escritório
Demissões em massa também aumentam licenças médicas
A demissão de funcionários pode piorar a saúde dos colegas que permanecem no emprego, de acordo com pesquisadores da Universidade de Helsinque.

O estudo finlandês, realizado com funcionários do governo local, concluiu que aqueles que trabalham em departamentos que sofreram grandes cortes têm o dobro de chances de morrer por causa de uma doença cardiovascular.

Segundo a pesquisa, demissões em massa - quando o corte atinge mais de 18% do quadro de funcionários - também provocam um aumento no número de licenças médicas.

Os pesquisadores, que publicaram suas conclusões no British Medical Journal, afirmam que empregadores e especialistas em saúde no trabalho precisam reconhecer os riscos causados pelas demissões.

Insegurança

Os cientistas da Universidade de Helsinque analisaram 22.430 funcionários que mantiveram seus empregos durante um período de recessão entre 1991 e 1993.

A partir de então, os pesquisadores monitoraram os índices de mortes e ausências no trabalho causadas por doenças durante sete anos.

Os realizadores do estudo concluíram que a relação entre as demissões e a piora no estado de saúde dos funcionários que permaneceram no emprego foi um resultado do aumento do estresse no ambiente de trabalho.

Os funcionários que mantiveram o emprego continuaram a ter que realizar a mesma carga de trabalho, mas passaram a conviver com uma exigência maior e com um quadro de insegurança quanto ao próprio cargo.

Os pesquisadores, liderados por Jussi Vahtera, afirmam que essas mudanças aumentaram a probabilidade de problemas de saúde – incluindo o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

"Esse estudo indica que cortes em massa podem levar a elevados índices de ausência e aumentar a mortalidade cardiovascular entre as pessoas que permanecem no emprego", escreveram os cientistas no British Medical Journal.

"Executivos, empregadores e profissionais de saúde no trabalho devem reconhecer que cortes em massa podem representar um risco severo à saúde."

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