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Dor provocada por mulheres dói menos, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A dor dói menos quando é provocada por uma mulher, de acordo com um estudo de pesquisadores da Universidade de Westminster, em Londres. Os cientistas pediram a um grupo de estudantes que colocassem os dedos dentro de um aparelho operado manualmente. A máquina comprimia gradualmente os dedos dos voluntários até que a dor se tornasse insuportável. A pesquisa concluiu que, quando mulheres operavam o aparelho, os estudantes conseguiam tolerar níveis mais altos de dor. David Williams, coordenador da pesquisa, diz que o estudo indica que as pessoas não esperam que uma mulher inflija tanta dor quanto um homem. Subconsciente "Esse efeito é provavelmente o resultado daquilo que os pacientes esperam de forma subconsciente, com base em estereótipos adquiridos socialmente", afirmou Williams. "As pessoas estão menos inclinadas a acreditar que vão sentir dor intensa a partir de um estímulo provocado por uma mulher do que por um homem." Williams disse também que mulheres e homens apresentaram níveis de tolerância à dor semelhantes, o que contraria teorias de que as mulheres seriam mais resistentes. Segundo o cientista, o estudo revelou ainda que a sensibilidade à dor depende também do ambiente. Os estudantes pareciam sofrer mais quando havia pôsteres na parede que poderiam despertar sentimentos negativos, como imagens de ferimentos ou um cartaz pedindo doações de sangue. "As pessoas avaliam o ambiente de forma subconsciente. Essa avalaição pode fazer com que um estímulo fraco seja interpretado como doloroso", disse Williams. Segundo o cientista, o oposto também ocorre. Para o pesquisador, o estudo pode ter implicações na forma como tratamentos dolorosos são administrados. "Indivíduos podem ser estimulados a sentir dor por características do ambiente e, como resultado, podem sofrer de forma desnecessária durante procedimentos clínicos dolorosos", diz. "Conhecer esses princípios pode ser útil no desenvolvimento de métodos para a redução do sofrimento nessas situações", concluiu David Williams. |
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