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Atualizado às: 02 de fevereiro, 2004 - 03h27 GMT (01h27 Brasília)
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Cientistas dizem ter criado 'escudo contra infecções'
Hospital
Infecções hospitalares matam milhares de pessoas todos os anos

Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, afirmam ter desenvolvido um “escudo químico” que pode evitar que pacientes desenvolvam infecções hospitalares.

Segundo os pesquisadores, as bactérias agem – ou são ativadas – quando recebem mensagens químicas que mostram que estão em um corpo sob estresse e vulnerável.

De acordo com John Alverdy, que dirigiu o estudo e é professor na Universidade de Chicago, as bactérias podem “reprogramar sua estratégia de convivência pacífica” com seu hospedeiro para uma agressiva quando recebem a informação de que o corpo está vulnerável.

O “escudo químico” teria a capacidade de interromper essas mensagens, prevenindo assim que as bactérias sejam “ativadas”.

Infecções hospitalares causam milhares de mortes todos os anos no mundo inteiro e são um problema cada vez mais comum.

Atualmente, a única forma de combatê-las é por meio do uso de antibióticos.

O problema é que o alto uso de medicamentos em hospitais tem levado alguns tipos de bactérias a desenvolver resistências às drogas, o que consequentemente reduz a eficiência dos tratamentos.

A proposta dos pesquisadores de Chicago é utilizar um polímero para evitar que as bactérias sejam ativadas ao perceberem que um organismo está vulnerável.

O estudo

O trabalho foi desenvolvido em ratos de laboratório, utilizando o polímero polietileno glicol para formar o “escudo químico” contra as bactérias.

A pesquisa foi focada no combate a Pseudomonas aeruginosa – que já foi apontada como a segunda maior causa de infecções hospitalares no Brasil.

Essa bactéria pode ser encontrada no intestino de 3% das pessoas saudáveis. No entanto, ela pode se tornar fatal caso o portador da bactéria esteja debilitado, por exemplo, por uma operação.

No teste feito pelos pesquisadores de Chicago, ratos foram infectados com essa bactéria dois dias após serem operados.

Em alguns desses animais, também foi injetada uma dose do polímero polietileno glicol, que acabou funcionando como uma espécie de muco no intestino dos ratos.

Os animais que não receberam os polímeros acabaram morrendo por causa da infecção, enquanto os que foram tratados não adoeceram.

O motivo seria a capacidade do polímero de interromper os sinais de estresse que ativam as bactérias.

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