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Falta de vitamina A precipita morte de 20 mil crianças no Brasil, diz estudo
A falta de vitamina A precipita anualmente a morte de 20 mil crianças no Brasil, de acordo com pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Iniciativa por Micronutrientes (MI, na sigla em inglês). O estudo, divulgado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, avalia o impacto que a deficiência de vitaminas e sais minerais na alimentação causa no Produto Interno Bruto (PIB) dos países mais afetados. A pesquisa sugere que o problema pode provocar perdas de mais de 2% do PIB. De acordo com a pesquisa, as nações com perdas superiores a 2% são o Afeganistão, Angola, Burkina Faso, Mali e o Niger. O Brasil aparece na listagem com deficiências significativas de ferro em crianças com menos de 5 anos (45%) e em mulheres de 15 a 49 anos (21%) e 880 mortes por ano em decorrência de anemia severa. A pesquisa não inclui, no entanto, uma avaliação do impacto do problema no PIB brasileiro. O estudo diz ainda que deficiências no suprimento de iodo no Brasil provocam o nascimento de 280 mil pessoas por ano com deficiência mental. Problemas
No mundo todo, a falta de iodo estaria provocando o nascimento de 20 milhões de crianças por ano com deficiência mental. Segundo a pesquisa, 40% das crianças no mundo subdesenvolvido e em desenvolvimento têm os sistemas imunológicos debilitados pela falta de vitamina A, que causa um milhão de mortes anuais. O estudo calcula que outras 50 mil mulheres por ano morrem devido à deficiência de ferro durante o parto. "A falta de vitaminas e minerais afeta um terço da população mundial, debilitando mentes, corpos e a perspectiva de crescimento de nações”, diz o estudo. Soluções
Os autores do estudo lembram que a Assembléia Geral da ONU já havia estabelecido em maio de 2002 algumas metas nesta área:
O estudo propõe uma ampla campanha de adição de vitaminas e sais minerais na alimentação dos países pobres, além do fornecimento de tabletes com estes elementos a grupos mais vulneráveis, como mulheres e crianças. O plano também inclui campanhas educativas e de prevenção de doenças – como a malária e a diarréia – que impedem a absorção das vitaminas. Segundo cálculos da Gain – uma fundação associada à MI que estuda projetos no setor – o fortalecimento da farinha de trigo nos 75 países mais necessitados com ferro e ácido fólico custaria US$ 85 milhões, ou quatro centavos de dólar por pessoa. A entidade diz que a medida poderia reduzir a deficiência de ferro em 10% e diminuir em um terço as deficiências congênitas, além de aumentar a produtividade destes países em US$ 240 milhões e a renda em US$ 200 milhões. "Quando tanto pode ser feito para tantos e por tão pouco, seria uma desgraça global se a deficiência de vitaminas e minerais não for controlada nos próximos anos", conclui o relatório. |
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